terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Instrução paterna

 

Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe. Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço.


                                    Provérbios 1.8,9


Atentemos para a exortação contida nos Provérbios acima, do Rei Salomão, que em sua grande sabedoria nos orienta que apesar da existência do fator genético que garante a continuidade do gênero, recomenda ao jovem que atente para as instruções do seu pai, bem como ao ensino da mãe.

Se observarmos os detalhes desses provérbios, podemos imaginar que o autor diferencia as formas de envolvimento dos personagens citados. Ao referir-se ao pai, destaca que devem ser ouvidas as suas instruções. Normalmente “instrução” é o conhecimento de caráter informativo, as grandes linhas gerais de comportamento. Isto se deve ao envolvimento menos assíduo do pai na educação do filho. Já o papel da mãe no ensino é mais “formativo”, seu papel reflete o molde imposto na educação do seu filho. Isto é fruto do maior tempo e maior proximidade de convívio entre mãe e filho.

E isso resulta em algo que todos que convivem com o filho percebem de imediato. O “enfeite na cabeça” é como uma coroa que reflete realeza ou “enfeite no pescoço”, que é evidenciado e notado por aqueles que o cercam.

Certamente, os jovens farão bem em absorver, aproveitar a instrução do pai e o ensino da mãe e reconhecer o resultado maravilhoso que o ouvir, aprender, obedecer, colocar em prática significa e produz no embelezamento, fortalecimento, dignidade, moralidade de seu caráter.

Os pais devem dar raízes e asas aos filhos (Julio Verne).

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