Que farei quando Deus me confrontar? Que responderei quando chamado a prestar contas?
Jó 31.14
O prumo, a balança é usada como uma demonstração do julgamento de Deus, que revela se somos ou não aprovados nos critérios Dele.
Em Jó 31.1-40 podemos ver que ele pede para que Deus use uma balança justa para avaliar sua vida. Então apresenta suas obras, afirma que evitou o adultério, a exploração de pessoas e da terra, a idolatria, o ódio, a mentira e também auxiliou aos necessitados. Porém, confessou que fizera tudo isso por medo (Jó 31.23). Jó era um bom religioso, mas suas obras mereceram apenas o menor dos pesos nos padroões da balança divina.
E diante disso, podemos concluir que tudo o que fazemos por "obrigação crista" ou então por medo do castigo divino, tem pouco valor. Esquecemos que na balança de Deus o que pesa é qualidade, não quantidade. Sim, podemos apresentar-Lhe extensas listas de boas obras, esperando Seu elogio; porém, Deus observará com que intenção fizemos tais coisas ou mesmo renunciamos a algo. Ele avaliará a nossa conduta pelas nossas motivações, se fomos movidos por amor a Ele, ou se buscamos "acumular pontos" para ganharmos algo em troca ou escaparmos do inferno.
E assim sendo, por melhores que sejam, não são as nossas obras que contam na balança de Deus, o que pesa mesmo e faz a diferença é nossa resposta a Cristo Jesus. Em Mateus 7.21-23, O SENHOR Jesus fala de pessoas que fizeram grandes coisas em Nome de Jesus, mas Ele não as conhecia. Deus não espera que façamos coisas para Ele - Ele quer um relacionamento conosco, não é o nosso bom desempenho que O atrai e impressiona e sim a pureza do nosso coração. As obras têm seu valor quando são inspiradas no desejo de agradar a Deus por quem Ele é (como uma resposta natural ao Seu amor) e pela vontade de imitar e seguir o exemplo de Cristo Jesus. Elas até demonstram nossa fé, mas não conquistam o direito à vida eterna com Deus.