domingo, 12 de julho de 2026

Um bom parâmetro

 

Não tenho alegria maior do que ouvir que meus filhos estão andando na verdade.


                                         3João 4


Um missionário atuante na África contou sobre um homem que se tornou cristão ao ouvir o Evangelho de Jesus Cristo, mas isso teve algumas drásticas consequências. Ele tinha três esposas, o que era normal em sua cultura, todas elas o abandonaram ao saberam da entrega de sua vida a Jesus. Havia uma que ele amava muito e por isso foi buscá-la novamente para si. Ela impôs três condições para voltar, ele não poderia pronunciar o Nome de Jesus na presença dela, não deveria orar e nem ler a Bíblia em voz alta na sua presença. Ele aceitou e abraçou o desafio de ganhar a esposa para o SENHOR Jesus. E conta o missionário, que ele foi um verdadeiro exemplo, que sua vida transmitia claramente o Evangelho. Ela o provocava, brigava e o desafiava para que se irasse e a surrasse como antigamente, mas ele se mantinha firme, não o fazia. Até que certo dia ela acabou indo à igreja com ele e, ao ouvir a Palavra de Deus, entregou a sua vida a Jesus. Depois ela disse: "Na vida de meu marido reconheci que as palavras de Jesus são verdade".

É dessa alegria que o apóstolo João fala em 3 João, referindo-se a Gaio, a quem havia levado o Evangelho. Outros contaram a João como Gaio era fiel a Jesus e como vivia uma vida de fé exemplar. Sim, a transformação que Jesus operou nele tornou-se prática em sua vida. Ele andava na Verdade, sua vida era um testemunho do Evangelho. Com isso ele se tornou um instrumento de bênção para os demais.

E nós também somos desafiados a andar nessa Verdade. Que por meio do nosso testemunho, outros possam crer que as Palavras do SENHOR Jesus são Verdade e vida! Mesmo porque, andar na verdade significa distribuir o amor de Deus aos que nos rodeiam.

Palavra para o seu coração

 

Levantemos o coração e as mãos para Deus, que está nos céus, e digamos: Pecamos e nos rebelamos,

 

                                Lamentações 3.41,42a

 

Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores.

 

                                Tiago 5.13

sábado, 11 de julho de 2026

Manter o primeiro amor

 

Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor.


                                     Apocalípse 2.4


Deus nos examina e investiga detalhadamente para saber tudo o que se passa em nosso interior.

Em Apocalipse 2.1-7 podemos ver o relato sobre a igreja de Éfeso, que foi examinada por Deus para ter um dignóstico se havia algo de errado, a ser tratado. No início, os resultados foram bons, satisfatório; mas no que tange ao amor, o resultado foi insuficiente, negativo. Por isso a exortação a ela foi para que voltasse ao primeiro amor.

E o amor a que o texto se refere, trata-se daquele interesse, aquela paixão que temos por Deus no início da nossa caminhada de fé, denominado primeiro amor. É quando temos vontade de falar do amor de Deus para todas as pessoas, temos sede de saber tudo sobre a Sua Palavra. É esse amor que nos leva a ajudar onde for preciso dentro da Sua Obra. E sem este amor não adianta termos tudo, sabedoria, muito dinheiro ou conhecimento, pois nada pode preencher ou substituir a falta de amor.

Deus constantemente nos sonda, examina e provа os nossos corações, intenções e pensamentos, unicamente para não deixar que o nosso amor por Ele esfrie. Também renova continuamente a demonstração do Seu amor por nós, para que saibamos o quanto Ele nos ama. O Seu desejo é que permaneçamos neste amor, pois somente assim podemos permanecer em Sua Presença, desfrutar da Sua constante companhia (1João 4.8). Deus é amor, por isso devemos viver neste amor!

Palavra para o seu coração

 

Sem dizer nada, o homem a observava atentamente para saber se o SENHOR tinha ou não coroado de êxito a sua missão.

 

                                      Gênesis 24.21

 

Enquanto adoravam ao SENHOR e jejuavam, disse o Espírito Santo: "Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado".

Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram.

 

                                      Atos 13.2,3

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Examine-se

 

Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice.


                                    1Coríntios 11.28


O SENHOR Jesus nos deixou a Ceia como lembrança e anúncio da Sua morte e ressurreição.

O sangue do SENHOR Jesus derramado na cruz demonstra que nenhum outro sangue precisa ser derramado, para aplacar a ira de Deus. O sacrifício de Cristo Jesus é perfeito, definitivo e cabal. Na cosmovisão do Antigo Testamento, o sangue representa a vida da pessoa. Ao nos oferecer o fruto da videira como Seu sangue, Jesus nos oferece Sua própria vida. Quem beber com fé nesse sacrificio de Jesus, compartilha a vida eterna. O pão, por sua vez, é o alimento básico da dieta dos israelitas, assim como ainda hoje o é para nós. Ao participarmos da mesa temos comunhão com os demais, cada um toma uma parte do que se reparte ali. Todos compomos o Corpo de Cristo e comemos do pão que nos é dado como o próprio Corpo de Cristo. E pela fé participamos efetivamente da comunhão dos crentes em Cristo Jesus, da Igreja, que é o Corpo vivo de Cristo na terra.

A Santa Ceia demonstra, portanto, o perdão de Deus, a vida eterna com Cristo, e a comunhão com Deus e com nossos irmãos. Porém, para que isto se torne uma realidade em nossas vidas, precisamos antes examinar a intenção dos nossos corações. Se desejarmos firmemente sermos parte deste Corpo, crermos que o que está sendo oferecido é a graça do próprio Deus, então somos dignos de comer e beber. Entretanto, aquele que come sem fé em Cristo Jesus, ou duvidando do poder de Deus, come apenas para sua própria condenação. Verdade é que o SENHOR Jesus Se oferece a nós, corpo e sangue, para nos dar um novo corpo e uma nova vida, aqui na Terra e num futuro não muito além, a vida eterna com Ele.

Palavra para o seu coração

 

Evite a ira e rejeite a fúria; não se irrite: isso só leva ao mal.

 

                                 Salmos 37.8

 

Tenham cuidado para que ninguém retribua o mal com o mal, mas sejam sempre bondosos uns para com os outros e para com todos.

 

                                1 Tessalonicenses 5.15

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Padrão de exemplo

 

Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.


                                     1 Timóteo 4.12


A juventude é tida como um tempo de sonhos e infindáveis planos. O jovem observa o mundo e denuncia, com ousadia e fervor, as injustiças e as contradições ao seu redor. Na maioria das vezes, acredita conseguir estabelecer mudanças em situações onde outros fracassaram ou desistiram.

E na igreja, muitas vezes o jovem quer participar, ser ouvido e levado em consideração, mas, frequentemente, essas demandas não encontram respaldo e nem o devido respeito, pelos que se encontram na condição de ouvi-lo.

O apóstolo Paulo, porém, valorizava os jovens. Ele orientou a Timóteo, que apesar de ter um caráter tímido, não permitisse ser desmerecido por ser jovem. E para tanto, Paulo apresentou para ele um método infalível para conquistar o respeito, por meio do seu comportamento exemplar.

E se bem observarmos, esse é o ponto onde a maioria dos jovens fracassa. Sim, pois eles têm entusiasmo e paixão, mas lhes falta o tipo de vida que dê amparo às suas exigências. São capazes de apontar com facilidade os erros na vida dos outros e não percebem que ainda não caminharam o suficiente pela vida, para encontrarem soluções reais e práticas para as dificuldades enfrentadas pelo ser humano.

O sábio apóstolo Paulo, recomendou a Timóteo que não se deixasse levar por discussões e argumentos inúteis. Seis vezes, nas duas epístolas, o apóstolo advertiu que não seria bom levar adiante o plano de Deus com excesso de palavras. Em vez disto, o apóstolo o incentivou a cultivar um estilo de vida, capaz de lhe dar o direito de ser ouvido.

Sem dúvida alguma, para o líder jovem, este é um desafio difícil. Ele deve aprender que, identificar os erros de uma igreja ou de seus líderes, pouco ajuda na implementação de uma mudança profunda, efetiva e duradoura. O desafio é demonstrar, com o comportamento, escolhas e atitudes, a existência de melhores alternativas.

Mas, o jovem que assume o desafio de cultivar uma vida em que o comportamento e a pureza saltem à vista, será levado em consideração sem ter a necessidade de buscar esse reconhecimento. O motivo é claro: as teorias são muitas, mas a vida demonstra e evidencia tudo, e grita muito mais alto onde as palavras silenciam.