segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Construindo o amanhã

 

Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã.


                                        Tiago 4.14


Indubitavelmente é válida e legítima a nossa preocupação com o futuro; mas Deus, em Sua infinita sabedoria, não permitiu ao Homem antever o seu próprio futuro. Assim mesmo, não é pequeno o número daqueles que, movidos por seu misticismo ou outras razões, procuram videntes, quiromantes, horóscopos e até feiticeiros, no desejo que têm de desvendar o porvir.

É claro que devemos fazer planos para o nosso amanhã. Os jovens pensam e se preparam antecipadamente para a carreira universitária; outros já estão comprometidos para o matrimônio e aguardam com ansiedade o momento do sim; os esportistas atuantes dos pequenos e inexpressivos clubes sonham um dia se destacarem e pertencerem a um grupo maior; o cristão, chamado por Deus, fixa seu pensamento no campo missionário, onde vai servir...

Faz parte da nossa humanidade planejar, sonhar, arquitetar, dar rédeas à imaginação vislumbrando o futuro. Foi o que fizeram os homens mencionados em Tiago 4.13-17: "passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro" (Tiago 4.13). Mesmo que nos pareça um razoável e básico projeto de vida, é necessário que esteja alinhado com a vontade permissiva do Criador.

Embora tenha sido criado com liberdade, o querer soberano de Deus sobrepõe à vontade do Homem. Deus é o Supremo Criador, SENHOR da vida e, por essa razão, não está em nós determinar o tempo que viveremos.

Portanto, se nos preocupamos com o futuro, cuidemos de receber previamente a aprovação divina, como convém a um filho de Deus salvo pela mediação de Cristo Jesus. Assim sendo, mesmo que sobrevenham provações, caminharemos seguros em meio a torrentes de bênçãos, paz inabalável e alegrias constantes. Sim, pois em sintonia com Deus o homem constrói um futuro tranqüilo e melhor.


Palavra para o seu coração

 

Pois eu o escolhi, para que ordene aos seus filhos e aos seus descendentes que se conservem no caminho do SENHOR, fazendo o que é justo e direito, para que o SENHOR faça vir a Abraão o que lhe havia prometido.

 

                                       Gênesis 18.19

 

Sabemos que a lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada.

 

                                       1 Timóteo 1.8

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Sem bla, bla, bla!

 

E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem.


                                     Mateus 6.7,8


Alguns de nós, nem sempre se lembra de orar; há também os que nunca oram e outros que o fazem o tempo todo. A maioria, porém, não sabe bem o que fazer com a oração, nem para que serve, mas ora de vez em quando assim mesmo. Interessante é que quando questionamos sobre oração, surgem alguns motivos até cômicos:

Botão de emergência - usado quando nada mais dá certo.  Não custa tentar, afinal já se tentou de tudo. Por certo mal não fará, como os chazinhos da vovó.

Fórmula mágica - Repetem-se certas rezas várias vezes, como um mantra, sob certas condições visando obter algum efeito.

Medo da divindade - Acha-se que se devem recitar preces a Deus como uma espécie de tributo, para obter seu favor. Quando não se cumpre o ritual, a consciência pesa e pode vir alguma desgraça. Já a reza feita, dá uma sensação de "dever cumprido" e espera-se então que Deus (?) esteja satisfeito e os deixe em paz, porque no fundo se quer mesmo é distância Dele.

Hábito, tradição - Desde a infância, recitam-se determinadas frases em certas ocasiões. Porque "Faz parte", é de bom tom. E mesmo que isso não faça muito sentido, por via das dúvidas continuam praticando... nunca se sabe, não é mesmo?!

Entretanto, orar, rezar, fazer uma prece significa falar com Deus - Assim, vale a pena aprender a orar de verdade. E para nos ensinar, ninguém melhor que o SENHOR Jesus, o próprio Filho de Deus. Para isso Ele nos deu o modelo (Mateus 6.9-13), mas também explicou que a idéia não era recitá-lo como fórmula mágica ou tributo a Deus. Foi para mostrar como tratar em poucas palavras daquilo que realmente importa. Assim, quando orarmos, falemos com o nosso Pai Celestial sobre os nossos assuntos, nos lembrando da reverência, temor, amor e da santidade que Lhe é devida, e na confiança de que Ele sabe o que nos convém. Nos diálogos, petições e mais ainda na oração, dizer algo específico importa mais que o muito falar, portanto:

"Quando orarem, não falem por falar, como fazem os gentios. Pois eles pensam que por muito falar serão ouvidos" (Mateus 6.7).

"No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente" (Provérbios 10.19).

Palavra para o seu coração

 

Não planeje o mal contra o seu próximo, que confiantemente mora perto de você.

 

                                Provérbios 3.29

 

Sentindo, assim, tanta afeição por vocês, decidimos dar-lhes não somente o Evangelho de Deus, mas também a nossa própria vida, porque vocês se tornaram muito amados por nós.

 

                                1 Tessalonicenses 2.8

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Totalmente livres

 

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou.


                                      Gálatas 5.1


A liberdade é uma preciosa dádiva de Deus para nós. A Bíblia revela que o SENHOR nos criou com liberdade, mas pela desobediência o Homem tornou-se escravo do seu pecado. O SENHOR Jesus Cristo veio restaurar a liberdade que Deus concedeu ao primeiro homem. "Conhecerão a verdade e a verdade os libertará" (João 8.32). Cristo ensinou que a liberdade precisa ser conquistada; porém, há obstáculos no caminho que precisam ser vencidos para que a alcancemos:

O "preconceito" - formamos opiniãos, julgamentos e entendimentos pré-concebidos e levantamos barreiras à ação libertadora de Cristo Jesus. O preconceito é uma intolerância que desenvolvemos em nosso coração e que não nos permite receber a Cristo. Tipo: não crer que só Jesus pode salvar -  não reconhece a Bíblia como Palavra inspirada - duvidar da santidade de vida dos cristãos que conhecemos...

A "tradição" - É difícil romper os laços que nos prendem às noções, crenças e entendimentos que herdamos. A sombra da tradição familiar torna-se um obstáculo, uma barreira muito resistente de vencer, tal o peso e a influência que ela exerce. No entanto, nem toda tradição precisa ser superada, somente as que antagonizam e tolhem os nossos passos na direção de Cristo.

O "pecado" - Quase sempre fraquejamos ao confrontar a nossa tendência para a prática do pecado. Especialmente a cobiça da carne tem-se revelado como uma forte muralha que precisa ser destruída. O apóstolo Paulo exorta os gálatas: "Vivam pelo Espírito e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito" (Gálatas 5.16-17).

Verdade é que fomos criados para sermos livres, vivermos em paz com Deus, e recebermos as bênçãos da Sua misericordiosa graça. Então, vislumbremos essa liberdade! Está ao nosso alcance pela fé em Cristo Jesus, nos é oferecida graciosamente desde o Calvário. Desfrutemos dessa preciosa e caríssima liberdade, seu custo foi altíssimo! E é a real recompensa para quem logrou vitória sobre a escravidão do pecado. Sabendo porém que, somente Cristo Jesus nos torna integralmente livres.

 

Palavra para o seu coração

 

Abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei. Chegue à tua presença o meu clamor, SENHOR! Dá-me entendimento conforme a tua Palavra.

 

                                   Salmos 119.18,169

 

Por isso é que foi dito: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti.

 

                                   Efésios 5.14

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

O perdão

 

Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.


                                     Romanos 12.21


Deus criou a familia para ser um refúgio de paz, alegria, segurança, proteção e equilibrio em meio à angústia, desesperança e confusão da nossa sociedade. Entretanto, várias ameaças podem abalar a harmonia familiar.

Toda familia enfrenta problemas, mas, por mais graves que sejam os erros cometidos uns contra os outros, o perdão continua a ser uma necessidade imprescindível no relacionamento familiar. Só o perdão é capaz de resolver os muitos problemas que surgem no convívio parental. Pedir, dar e aceitar o perdão é uma necessidade vital para a saúde emocional, espiritual e até mesmo física, de qualquer família.

Uma família só pode ser sustentada pelo amor, quem ama procura fazer algo em favor do outro, sem contrapartida. A história bíblica de José no Egito nos traz um grande exemplo. José revelou um amor autêntico aos seus familiares, concedeu o perdão, promovendo assim a união familiar e oferecendo recursos para a sobrevivência dos seus queridos.

E se não estamos vivendo bem, em harmonia familiar, precisamos analisar onde ficou o primeiro amor; e quando resgatamos o amor, o perdão flui naturalmente.

No lar, todos precisam sentir-se à vontade. Cada um deve ter espaço para compartilhar seus problemas, resolver suas dúvidas, falar das suas necessidades, comemorar suas vitórias. É preciso aprender a respeitar as diferenças, evitando agressões verbais. Devemos aprender a ouvir. Não podemos julgar antes de saber qual foi o motivo de um ato que nos desagradou ou de uma palavra que nos feriu. Precisamos instalar uma comunicação amorosa, uma palavra branda que desvia o furor. A comunicação é o primeiro passo rumo ao perdão.