sábado, 31 de outubro de 2026

O prumo divino


Que farei quando Deus me confrontar? Que responderei quando chamado a prestar contas?


                                                                 Jó 31.14 


O prumo, a balança é usada como uma demonstração do julgamento de Deus, que revela se somos ou não aprovados nos critérios Dele.

Em Jó 31.1-40 podemos ver que ele pede para que Deus use uma balança justa para avaliar sua vida. Então apresenta suas obras, afirma que evitou o adultério, a exploração de pessoas e da terra, a idolatria, o ódio, a mentira e também auxiliou aos necessitados. Porém, confessou que fizera tudo isso por medo (Jó 31.23). Jó era um bom religioso, mas suas obras mereceram apenas o menor dos pesos nos padroões da balança divina.

E diante disso, podemos concluir que tudo o que fazemos por "obrigação crista" ou então por medo do castigo divino, tem pouco valor. Esquecemos que na balança de Deus o que pesa é qualidade, não quantidade. Sim, podemos apresentar-Lhe extensas listas de boas obras, esperando Seu elogio; porém, Deus observará com que intenção fizemos tais coisas ou mesmo renunciamos a algo. Ele avaliará a nossa conduta pelas nossas motivações, se fomos movidos por amor a Ele, ou se buscamos "acumular pontos" para ganharmos algo em troca ou escaparmos do inferno.

E assim sendo, por melhores que sejam, não são as nossas obras que contam na balança de Deus, o que pesa mesmo e faz a diferença é nossa resposta a Cristo Jesus. Em Mateus 7.21-23, O SENHOR Jesus fala de pessoas que fizeram grandes coisas em Nome de Jesus, mas Ele não as conhecia. Deus não espera que façamos coisas para Ele - Ele quer um relacionamento conosco, não é o nosso bom desempenho que O atrai e impressiona e sim a pureza do nosso coração. As obras têm seu valor quando são inspiradas no desejo de agradar a Deus por quem Ele é (como uma resposta natural ao Seu amor) e pela vontade de imitar e seguir o exemplo de Cristo Jesus. Elas até demonstram nossa fé, mas não conquistam o direito à vida eterna com Deus.

Palavra para o seu coração

 

Não confiem em palavras enganosas: "Este é o templo do SENHOR, o templo do SENHOR, o templo do SENHOR"!  Mas se vocês realmente corrigirem a sua conduta e as suas ações, e se, de fato, tratarem uns aos outros com justiça,

 

                                   Jeremias 7.4,5

 

Louvado seja o SENHOR, o Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo. Resgatar-nos da mão dos nossos inimigos para servi-lo sem medo, em santidade e justiça, diante dele todos os nossos dias.

 

                                   Lucas 1.68,74,75

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Antes que seja tarde!

 

Ouça, meu filho, e seja sábio; guie o seu coração pelo bom caminho.


                                    Provérbios 23.19


Constantemente ouvimos notícias de catástrofes e desastres naturais em todo o planeta e os tristes relatos do sofrimento de quem sobrevive a essas tragédias - são tempestades, chuvas torrenciais, terremotos, tsunamis... Porém, muitas dessas pessoas foram alertadas, tinham sido avisadas do iminente perigo, mas se recusaram a deixar seus lares, abandonar suas casas, alegando não ter para onde ir. Mas, muitas mortes seriam evitadas se as pessoas não insistissem em permanecer nas áreas de risco, ouvissem e acatassem os alertas de perigo, e buscassem abrigo em outro lugar.

Em Lucas 16.19-31 podemos ver duas pessoas que viveram de forma diferente e oposta. O rico teve muito luxo, mas não buscou a Deus. Já Lázaro teve uma vida miserável, mas mantinha a fé. Quando os dois morreram, um foi levado para o céu e o outro, para o inferno. Sofrendo, o rico pediu que Lázaro voltasse para avisar aos seus irmãos do fim que eles também teriam se não buscassem a Deus. Porém, Abraão respondeu que eles já estavam sendo avisados, exortados pela Palavra de Deus (Moisés e os profetas), que Nela encontrariam a orientação correta, se a lessem e acatassem.

Sim, para nós fica o alerta - quem vive como o rico desta parábola enfrentará uma verdadeira tragédia quando a morte chegar. Sua situação é idêntica daquelas pessoas, que vivem em áreas de risco e parecem não se atentar com o fato de que a qualquer momento sua casa desabará. Simplesmente vivem em sua "zona de conforto" se divertem, trabalham, festejam, mas não pensam no futuro e nem querem saber de Deus. Talvez até já ouviram falar a respeito do SENHOR Jesus, mas não querem deixar a vida que têm para segui-Lo. Não estão ouvindo os sinais de perigo! Mas, precisam buscar a Deus enquanto lhes resta algum tempo!

Já quem vive com Deus, mesmo passando pelas maiores tragédias, tem a certeza de que terá o mesmo fim de Lázaro. Ele não tinha nada além do temor a Deus, mas quando morreu foi levado para o conforto eterno. Portanto, avaliemos a nossa atual situação e se a nossa vida encontra-se na "área de risco", busquemos ao SENHOR antes que a tragédia venha e nos alcance, aí será tarde demais!


Palavra para o seu coração

 

Por que você desprezou a Palavra do SENHOR, fazendo o que Ele reprova? Você matou Urias, o hitita, com a espada dos amonitas e ficou com a mulher dele.

 

                                      2 Samuel 12.9

 

Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso SENHOR! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado.

 

                                      Romanos 7.24,25

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Além da visão

 

Perseverou porque via aquele que é invisível.


                                     Hebreus 11.27b


Pacientemente Moisés andou como pastor de ovelhas por quarenta anos no deserto do Sinai, suportou reclamações, revoltas e resistência à frente de um povo rebelde, porque tinha o Invisível na memória, seus olhos haviam contemplado o Invisível. Em derredor e à distância havia areias escaldantes do deserto e das privações, mas Moisés enxergava uma nuvem de dia e um facho de luz à noite a revelar a glória de Deus! Qual era o segredo da intrepidez de Ester, a judia que se tornou rainha de um império pagão, quando enfrentou seus opositores?! Certamente era a visão do Invisível.

Incrível como o apóstolo Paulo, na cela de uma prisão romana, não sentia as correntes que o magoavam e restringia, mas contemplava a coroa da vida e disse: "Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o SENHOR, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda" (2 Timóteo 4.7,8). De igual modo, como podia Agostinho, no século obscuro em que viveu, ter visto a cidade de Deus? É porque, à semelhança de Moisés, também via o Invisível.

Como podia João Bunyan sonhar numa cela escura com um lindo palácio e uma cidade celestial, e depositar esse sonho nas páginas consoladoras da sua obra "O Peregrino"? Muros e paredes de prisões não podem ocultar as visões do Invisível.

Como podia o médico e missionário David Livingstone passar anos no coração da África, sem ver um ente querido conhecido e enfrentar dificuldades e perigos de toda sorte?! É certo que ele também tinha a visão do Invisível.

E assim, ao considerarmos todos esses expressivos ícones, qual seria a visão e o propósito a nortear nossas vidas?! Para alguns de nós uma boa educação, com possibilidade de prosperidade e riqueza seria o bastante; para outros, um casamento bem sucedido ou mesmo um bom emprego que garante sua estabilidade seria o suficiente. Contudo, uma vida que vale a pena ser vivida e com propósito, é uma vida centrada no Deus Invisível; não podemos nos contentar com nada menos que isso. Então, que o SENHOR, abra os nossos olhos espirituais para vermos também o Deus Invisível.

Palavra para o seu coração

 

Disse ainda: "Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó". Então Moisés cobriu o rosto, pois teve medo de olhar para Deus.

 

                                      Êxodo 3.6

 

Mas Jesus se aproximou, tocou neles e disse: "Levantem-se! Não tenham medo"! E erguendo eles os olhos, não viram mais ninguém a não ser Jesus.

 

                                      Mateus 17.7,8

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Praticar o bem

 

O povo se alegrava com todas as maravilhas que Ele estava fazendo.


                                       Lucas 13.17


Bem sabemos que dentro do ser humano existe um conflito entre o bem e o mal. Na carta aos romanos, o apóstolo Paulo menciona reconhecer esta luta interior: "Tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo"(Romanos 7.18,19).

E assim como Paulo, precisamos também admitir que, por termos nos separado de Deus, condição que a Bibilia chama de pecado, este nos remete e prende ao maligno. Isto não ocorreu com o Mestre Jesus. Dele lemos em Atos 10.38 que "Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder e... Ele andou por toda a parte fazendo o bem". E o autor da carta aos Hebreus declara: "Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se (das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém sem pecado" (Hebreus 4.15).

É bem verdade que Satanás se empenhou ao máximo para desencaminhar e demover Jesus com todo tipo de tentações e provações. Mas, ele não conseguiu, Jesus não cedeu, por onde andou, fez o bem e deixou um rastro da Sua infinita bondade.

Em nossas vidas, Ele nos resgatou, libertou, deixou o perdão dos nossos pecados, nos reconciliou com Deus, nos presenteou com a vida eterna junto Dele. Isto representa e demonstra a misericórdia, o amor e a grande compaixão divina.

E este é um bem supremo indispensável para que a vida faça sentido, porque nos proporciona a vida eterna. Sem ele, tudo o mais é transitório, momentâneo e logo acabará se perdendo. E o mais incrivelmente admirável é que não há nenhum mérito de nossa parte; é tudo graça sobre graça.

E se por acaso, em algum momento pudemos realizar algo benéfico e edificante, foi pela graça de Deus, absolutamente nada podemos sem Ele. Sim, pois: "É Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade Dele"(Filipenses 2.13). E é só por meio Dele que somos capacitados a fazer o bem verdadeiramente e algo de valor eterno porque está fundamentado no próprio Criador. Aliás, fazer o bem significa permitir que Deus atue e realize através de nós.