quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Refrigério

 

Quando a ansiedade já me dominava no intimo, o teu consolo trouxe alivio à minha alma.


                                       Salmos 94.19


É quase impossível acalmar os passageiros de um navio à deriva numa tempestade ou naufrágio. Ao lermos Atos 27.18-26, temos uma ideia de como o apóstolo Paulo e as demais pessoas perderam toda a esperança de salvamento. Porém, em meio ao desespero, Deus interveio com uma palavra para Paulo. Este tornou-se a voz da esperança e acalmou os demais com seu testemunho: "Creio em Deus"! Assim, apesar da perda total do navio todos chegaram a salvo na Ilha de Malta (Atos 27.44). Lá surgiu uma oportunidade para Paulo pregar o Evangelho e alguém se converteu ao SENHOR Jesus – há sempre um propósito de Deus; mesmo em todo aquele caos.

Podemos ver que Deus permite acontecimentos, problemas e tensões para que recebamos Dele uma nova experiência, novo aprendizado, crescimento, maturidade, fé, segurança, paz... A viagem quase resultou em mortes, mas finalmente alcançou pessoas com o Evangelho.

Realmente, o que mais aflige a vida da maioria de nós é o pecado - a ausência de Deus. Isso nos perturba e, por mais que lutemos, o peso na alma chega a ser insuportável. Por isso o SENHOR Jesus ofereceu: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso" (Mateus 11.28). Alicerçados nessa promessa, venhamos até Cristo Jesus para recebermos alívio do peso do pecado e dos problemas resultantes dele.

Assim, quando a ansiedade quer dominar nosso íntimo, como diz o versículo acima em destaque, precisamos urgentemente de uma Palavra do SENHOR. O alívio chega quando confiamos no consolo divino que a Bíblia nos dá, e deixamos que Deus resolva tudo segundo o Seu plano. Sem a consolação da Sua santa Palavra, nossa tensão só tende a aumentar, porém, perto do SENHOR Jesus, não há tempestade que nos resista, com Ele podemos enfrentar com calma todos os problemas da vida!

Palavra para o seu coração

 

Quem entre vocês teme o SENHOR e obedece à palavra de seu servo? Que aquele que anda no escuro, que não tem luz alguma, confie no Nome do SENHOR e dependa de seu Deus.

 

                                        Isaías 50.10

 

No entanto, eu lhes escrevo um mandamento novo, o qual é verdadeiro nele e em vocês, pois as trevas estão se dissipando e já brilha a verdadeira luz.

 

                                        1 João 2.8

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Amar ao próximo

 

Um novo mandamento lhes dou: amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros.


                                       João 13.34


Ao lermos 2 João 1-6, vemos que o apóstolo João inicia a carta dizendo que ama os seus destinatários e os saúda de forma especial: "A graça, a misericórdia e a paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, seu Filho, estejam conosco em verdade e amor".

Saudação essa que é digna de ser imitada; sim pois invoca e deseja Graça, misericórdia e paz que vêm do coração de Deus para bênção das pessoas cumprimentadas. Sim pois, ao declarar misericórdia para alguém, desejamos que o amor de Jesus seja permanente na vida dessa pessoa. Ao mencionar graça, pedimos que desfrute de favor imerecido de Deus em sua vida e, ao desejar paz, queremos que este dom divino (que só Deus pode dar) guarde o coração e os sentimentos de alguém.

É extremamente gratificante em nossa jornada cristã vermos pessoas crescendo na fé, Deus transformando e abençoando vidas. Vemos que foi isso que o apóstolo observou, no trecho da Carta mencionada, ao dizer que muito se alegrou quando viu seus "filhos na fé" andando na verdade.

Que possamos imitar o exemplo do apóstolo João, saudando as pessoas com palavras capazes de causar um impacto positivo e demonstrar nosso amor por elas. Mesmo porque, todos nos sentimos muito bem quando percebemos que somos amados, e não somente isto, mas também é recompensante poder ver pessoas abençoadas por uma saudação, crescendo na fé e andando na verdade. Aliás, este é o mandamento que Deus nos deu, e amar pessoas significa oferecer-lhes graça, misericórdia e paz.



Palavra para o seu coração


Rasguem o coração, e não as vestes. Voltem-se para o SENHOR, para o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça.

 

                                         Joel 2.13

 

Respondeu o homem: Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a.

 

                                         Lucas 13.8,9

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Perfeita adoração

 

Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.


                                     Gênesis 4.3


Sem dúvida alguma ir à igreja e cultuar a Deus é uma idéia brilhante e logicamente muito boa. Sim, pois é salutar investirmos um tempo para dizer obrigado a Deus, por tantas bênçãos recebidas.

Mas, nem nos ocorre que dependendo do modo que cultuamos a Deus pode se tornar algo muito perigoso e até fatal. Em Gênesis 4.1-16 encontramos uma história que ilustra essa realidade. Caim e Abel decidiram prestar um culto a Deus;  porém Caim ofereceu um culto inadequado, e Deus rejeitou a oferta trazida por ele. Diante disso, Caim foi tomado de inveja e acabou matando seu irmão Abel.

Assim, o primeiro assassinato da história iniciou-se num culto! Se bem atentarmos, vemos que Caim ofereceu "qualquer coisa" para Deus, enquanto Abel escolheu o melhor. A displicente atitude de Caim foi o início de uma queda livre na direção do pecado e da morte. Desprezando e negligenciando a Deus, ele O considerou alguém comum e trouxe-Lhe uma oferta comum. Depois, dominado pela inveja, atacou e matou seu irmão. E apesar da insistente graça divina que buscou Caim tantas vezes, sua atitude foi sempre de justiça própria e de rebelião. E desse modo, Caim torna-se o exemplo e o retrato de quão terrível é a falsa religiosidade.

E se bem observarmos a história de Caim, vemos que os piores problemas da sua vida começaram muito pequenos, por isso, precisamos ter muito cuidado. Então, clamemos a Deus para que nos sonde e nos livre de erro tão fatal; pois quem crê em Deus e aceita a Sua inerrante Palavra, deve prestar-Lhe perfeita adoração.



Palavra para o seu coração

 

Como um pássaro escapamos da armadilha do caçador; a armadilha foi quebrada, e nós escapamos.

 

                                       Salmos 124.7

 

Que vieram para ouvi-lo e serem curadas de suas doenças. Os que eram perturbados por espíritos imundos ficaram curados,

 

                                       Lucas 6.18

domingo, 4 de outubro de 2026

Doce reconciliação

 

Para quem tem fome até o amargo é doce.


                                    Provérbios 27.7


"Não terá outros deuses diante de mim... "(Êxodo 20.3).

"Ouça, meu povo, as minhas advertências; se tão-somente você me escutasse, ó Israel! Não tenha deus estrangeiro no seu meio; não se incline perante nenhum deus estranho. Eu sou o SENHOR, o seu Deus, que o tirei da terra do Egito" (Salmos 81.8-10a).

Apesar dos muitos avisos, advertências e alertas, Israel abusou dos seus privilégios e rejeitou a voz dos profetas, vivendo em flagrante desobediência a fim de se parecer com os outros povos.

De Deus não se zomba, quando Seu povo desobedece, não é isento das consequências só por ter o privilégio desse nome. Então, para ensiná-los as consequências da rebelde idolatria, Deus permitiu que a Babilônia os levasse cativos por 70 anos.

Ao lermos Salmos 81.8-16 vemos o lamento de Deus, entristecido com a teimosia do Seu povo, e como o Seu intento era abençoá-los com as Suas ricas dádivas: "Mas eu sustentaria Israel com o melhor trigo, e com o mel da rocha eu o satisfaria" (Salmos 81.16).

Os duros anos no exílio imprimiu no povo um profundo desejo de voltar à sua terra, e milhares retornaram, mas com o aviso: "...o SENHOR promete paz ao seu povo, aos seus fiéis, desde que eles não voltem à insensatez"! (Salmos 85.8). Sua loucura foi a recusa em ouvir atentamente a Palavra de Deus, mas depois do sofrimento do exílio, já com fome de Deus, sua nova atitude era como o mel saído da pedra dura das lembranças do cativeiro.

E assim como diz o versículo em destaque, o amargo tornou-se em doçura, porque despertou neles a carência e a necessidade de satisfazer a fome de Deus. Como vemos também em Lucas 15, quando o filho pródigo retornou a seu lar, tudo que antes repudiara agora tinha valor aos seus olhos.

Fato é que podemos nos transformar pela mudança de atitude, se permitirmos que as amarguras da nossa vida nos levem de volta a Deus, certamente brotará doçura dessa nova vida. Sim, pois a reconciliação com Deus torna doce até mesmo a nossa amargura.