sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Desconhecidos

 

Certamente ninguém teme a Deus neste lugar.


                                     Genesis 20.11b


Limitados que somos, só vemos onde o nosso olhar alcança, e muitas vezes julgamos com base naquilo que vemos.

Em Juizes 6.11-16 vemos que Gideão era conhecido como um simples agricultor, mas Deus viu nele o futuro líder do povo para travar batalhas vitoriosas contra seus inimigos. No versículo em destaque, vemos que Abraão julgou que não houvesse um só homem temente a Deus entre o povo de Abimeleque. Porém, o próprio rei, enganado num momento de fraqueza de Abraão, temeu e obedeceu a Deus.

Aos olhos de Deus nada escapa, e Ele sabe exatamente o lugar de cada um dos que creem no SENHOR Jesus Cristo e o momento oportuno de serem usados e entrarem em cena.

Se o relato bíblico nada falasse do casal cristão Priscila e Áquila, não saberíamos como contribuíram em prol da Igreja (Atos 18).

E assim como tantos outros que desconhecemos, mas que servem a Deus e buscam agradá-Lo com sua vida. Sabedor de todas as coisas, Deus guarda os milhões de seguidores de Cristo. Desconhecidos, fora de cena, por trás dos bastidores, ignorados, errantes pelo mundo afora, mas, na vinda de Cristo subiremos com eles e os encontraremos no céu. Certamente será um evento glorioso, o encontro da "grande multidão que ninguém poderá contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé, diante do trono e do Cordeiro" (Apocalipse 7.9). Todos queremos fazer parte desta multidão e viver eternamente feliz com Deus e com todas as pessoas que decidiram obedecê-LO. Bem sabemos que Deus nos encontra em qualquer lugar ou situação, pois bem sabemos que nada se oculta ao Seu olhar.

Palavra para o seu coração

 

As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me entendimento para aprender os teus mandamentos.

 

                                Salmos 119.73

 

Portanto, irmãos, permaneçam firmes e apeguem-se às tradições que lhes foram ensinadas, quer de viva voz, quer por carta nossa.

 

                                2 Tessalonicenses 2.15

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

A longanimidade divina

 

Lembra-te, SENHOR, da tua compaixão e da tua misericórdia, que tens mostrado desde a antiguidade.


                                      Salmos 25.6


Ao lermos 2 Crônicas 33.1-20 ficamos estarrecidos com as atrocidades cometidas por Manassés em seu reinado. São práticas abomináveis, mas bem sabemos que diante de Deus não há um pecado mais grave que outro, e sim consequências diferentes. Com Manassés, seus erros não afetaram apenas sua vida. Ele foi levado cativo e sua maldade fez todo povo desviar-se dos retos caminhos do SENHOR por muitos anos, de tal forma que mesmo após voltar-se para o SENHOR e ter feito muitas mudanças, Manassés não conseguiu alterar a situação.

Mas como nosso bondoso Deus em Sua infinita misericórdia restaura até mesmo as piores pessoas, foi isso o que aconteceu com esse rei. Após cometer tantos erros, em um momento de angústia ele se voltou ao SENHOR e foi ouvido: "Quando ele orou, o SENHOR o ouviu e atendeu o seu pedido" (2 Crônicas 33.13a). E mesmo que o Rei Manassés tenha demorado para reconhecer seus erros e voltar-se a Deus, ainda podemos aprender muito com tudo isso:

=>Deus restaura o ser humano. Não importa quantos e quais erros tenha cometido, basta que haja disposição de cada um em chegar-se ao SENHOR e humilhar-se perante Ele (2 Crônicas 33.12);

=>Não há tempo limite estipulado para mudanças. Não sabemos quantos anos levou para Manassés ser restaurado, mas o que importa é que ele percebeu que ainda havia tempo para buscar a Deus;

=>Podemos concluir como é grande para conosco a graça, benevolência, longanimidade do SENHOR e Seu grande amor que é a causa de não sermos consumidos (Lamentações 3.22).

E desse modo percebemos que não importa quão trágica seja nossa história, a misericórdia inesgotável de Deus se manifesta a todo ser humano que Dele se aproxima, assim como aconteceu com o tão temível e depois restaurado rei Manassés. Nunca é tarde demais para buscar a Deus e mudar o nosso referencial.

Palavra para o seu coração

 

Agora temam o SENHOR e sirvam-no com integridade e fidelidade. Joguem fora os deuses que os seus antepassados adoraram além do Eufrates e no Egito, e sirvam ao SENHOR.

 

                                         Josué 24.14

 

Antes, quando vocês não conheciam a Deus, eram escravos daqueles que, por natureza, não são deuses. Mas agora, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo por Ele conhecidos, como é que estão voltando àqueles mesmos princípios elementares, fracos e sem poder? Querem ser escravizados por eles outra vez?

 

                                        Gálatas 4.8,9

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Falso moralismo

 

Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia! Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, Ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar.


                                  I Coríntios 10.12,13


É notório que o falso moralismo tem reinado atualmente, e veicula de forma intensa e ostensivamente nas redes sociais.

Acontece que enquanto nós "cristãos" criticamos veementemente a prática da homossexualidade, como se este pecado fosse o mais imoral de todos, nos lares cristãos o adultério, fornicação, prostituição, estupro e a lascívia tem se intensificado de maneira escabrosa. Ocorre que o inimigo sagaz que é, não brinca e nem dorme nunca.

E infelizmente sob esta velada lógica da hipocrisia, os mandamentos são moldados a gosto do freguês e tornam-se aliados do mundo, e a Igreja vai se moldando e adaptando de maneira permissiva aos ditames do mundo.

Por exemplo, a Bíblia cobra de todos a castidade até o casamento, mas, quando a prática deve existir, cada caso se torna um caso. Mas, o mandamento é claro, Deus espera que o sexo só aconteça dentro do casamento e/ou quando não há possibilidade de manter-se em celibato: "Mas, se não conseguem controlar-se, devem casar-se(...)" (1 Coríntios 7.9), tendo constituído essa lógica desde a criação: "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2.24). Esta é a nossa realidade cristã, onde devemos nos posicionar e deixar fixada a nossa base, pois todas as vezes que ultrapassarmos isso, colheremos os frutos da nossa irresponsabilidade.

"Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12.1,2).


Palavra para o seu coração

 

Embora os nossos pecados nos acusem, age por amor do teu nome, ó Senhor! Nossas infidelidades são muitas; temos pecado contra ti.

 

                                        Jeremias 14.7

 

Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará.

 

                                        Mateus 6.14

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Integridade perante Deus

 

Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles.


                                       Lucas 6.31


Há uma integridade que Deus espera de nós cristãos, isso nos leva a refletir e procurar observar em nós, se aqueles pecados que muito incomodam o meio cristão, não estão presentes em nossas vidas.

Postos na balança, se é que podemos classificar, a homossexualidade parece gerar mais alvoroço do que o adultério, por exemplo. Porém para Deus, sabemos que ambos têm o mesmo peso e medida. Resta-nos entender por que isso incomoda tanto nossa sociedade atual, mais do que as propagandas da tv, onde as mulheres aparecem quase nuas, sendo coisificadas; as novelas e filmes onde cenas de sexo explícito aparecem a todo o tempo; a liberdade sexual que os homens têm em nossa sociedade; o abandono do lar por parte dos homens e mulheres; o fato de os filhos homens irem à “balada” e voltarem bêbados; a infidelidade masculina que é vista como sinônimo de macheza, e a feminina que representa lascívia; os inúmeros casos de violência contra a mulher e de abuso sexual, infantil e adulto, feminino e masculino. Sem mencionar as mortes em guerras e por conta de doenças, os casos de corrupção, enfim, nada gera tanto impacto quanto essa questão da homossexualidade.

É hora de pensarmos o que se esconde por detrás dessa crescente e constante briga, e considerarmos se de fato é a homossexualidade, sozinha, que tem destruído os valores da família cristã.

É tempo de ponderarmos se nós, membros das famílias "cristãs"não temos nenhuma responsabilidade nisso?! E por fim, atentarmos para quais outras características fazem parte de um viver íntegro.

Sem dúvida, poderíamos elencar inúmeras atitudes que contradizem a Bíblia, mas as acima citadas já nos permitem pensar nossas vidas e observar a partir de agora, nossa postura frente ao mundo. Cabe a cada um de nós, uma auto análise, à luz da Palavra de Deus, questionar nossa conduta, pensar sobre o que é ser íntegro na prática, e buscar nos aproximar desse possível ideal.

Bem sabemos que o poder contido na Palavra de Deus nos liberta e transforma. Então, que possamos após a nossa reflexão, dar abertura ao SENHOR para ampliar nossos horizontes, revelar onde estamos falhando, o que podemos mudar para termos mais integridade cristã, transparência e intimidade com Ele.

Se começarmos buscando não julgar o pecado alheio, nos colocando no lugar dos outros, como o SENHOR Jesus ensinou em Lucas 6.31, analisando nossas ações, lançando fora o falso moralismo que nos impede de ver nossos erros, a hipocrisia que não nos permite reconhecer nossas falhas, incorporando a moralidade de Deus, expressa na Bíblia, já estaremos dando um passo rumo a essa vida de integridade, que por certo nos aproximará mais de Deus.