sexta-feira, 10 de julho de 2026

Examine-se

 

Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice.


                                    1Coríntios 11.28


O SENHOR Jesus nos deixou a Ceia como lembrança e anúncio da Sua morte e ressurreição.

O sangue do SENHOR Jesus derramado na cruz demonstra que nenhum outro sangue precisa ser derramado, para aplacar a ira de Deus. O sacrifício de Cristo Jesus é perfeito, definitivo e cabal. Na cosmovisão do Antigo Testamento, o sangue representa a vida da pessoa. Ao nos oferecer o fruto da videira como Seu sangue, Jesus nos oferece Sua própria vida. Quem beber com fé nesse sacrificio de Jesus, compartilha a vida eterna. O pão, por sua vez, é o alimento básico da dieta dos israelitas, assim como ainda hoje o é para nós. Ao participarmos da mesa temos comunhão com os demais, cada um toma uma parte do que se reparte ali. Todos compomos o Corpo de Cristo e comemos do pão que nos é dado como o próprio Corpo de Cristo. E pela fé participamos efetivamente da comunhão dos crentes em Cristo Jesus, da Igreja, que é o Corpo vivo de Cristo na terra.

A Santa Ceia demonstra, portanto, o perdão de Deus, a vida eterna com Cristo, e a comunhão com Deus e com nossos irmãos. Porém, para que isto se torne uma realidade em nossas vidas, precisamos antes examinar a intenção dos nossos corações. Se desejarmos firmemente sermos parte deste Corpo, crermos que o que está sendo oferecido é a graça do próprio Deus, então somos dignos de comer e beber. Entretanto, aquele que come sem fé em Cristo Jesus, ou duvidando do poder de Deus, come apenas para sua própria condenação. Verdade é que o SENHOR Jesus Se oferece a nós, corpo e sangue, para nos dar um novo corpo e uma nova vida, aqui na Terra e num futuro não muito além, a vida eterna com Ele.

Palavra para o seu coração

 

Evite a ira e rejeite a fúria; não se irrite: isso só leva ao mal.

 

                                 Salmos 37.8

 

Tenham cuidado para que ninguém retribua o mal com o mal, mas sejam sempre bondosos uns para com os outros e para com todos.

 

                                1 Tessalonicenses 5.15

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Padrão de exemplo

 

Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.


                                     1 Timóteo 4.12


A juventude é tida como um tempo de sonhos e infindáveis planos. O jovem observa o mundo e denuncia, com ousadia e fervor, as injustiças e as contradições ao seu redor. Na maioria das vezes, acredita conseguir estabelecer mudanças em situações onde outros fracassaram ou desistiram.

E na igreja, muitas vezes o jovem quer participar, ser ouvido e levado em consideração, mas, frequentemente, essas demandas não encontram respaldo e nem o devido respeito, pelos que se encontram na condição de ouvi-lo.

O apóstolo Paulo, porém, valorizava os jovens. Ele orientou a Timóteo, que apesar de ter um caráter tímido, não permitisse ser desmerecido por ser jovem. E para tanto, Paulo apresentou para ele um método infalível para conquistar o respeito, por meio do seu comportamento exemplar.

E se bem observarmos, esse é o ponto onde a maioria dos jovens fracassa. Sim, pois eles têm entusiasmo e paixão, mas lhes falta o tipo de vida que dê amparo às suas exigências. São capazes de apontar com facilidade os erros na vida dos outros e não percebem que ainda não caminharam o suficiente pela vida, para encontrarem soluções reais e práticas para as dificuldades enfrentadas pelo ser humano.

O sábio apóstolo Paulo, recomendou a Timóteo que não se deixasse levar por discussões e argumentos inúteis. Seis vezes, nas duas epístolas, o apóstolo advertiu que não seria bom levar adiante o plano de Deus com excesso de palavras. Em vez disto, o apóstolo o incentivou a cultivar um estilo de vida, capaz de lhe dar o direito de ser ouvido.

Sem dúvida alguma, para o líder jovem, este é um desafio difícil. Ele deve aprender que, identificar os erros de uma igreja ou de seus líderes, pouco ajuda na implementação de uma mudança profunda, efetiva e duradoura. O desafio é demonstrar, com o comportamento, escolhas e atitudes, a existência de melhores alternativas.

Mas, o jovem que assume o desafio de cultivar uma vida em que o comportamento e a pureza saltem à vista, será levado em consideração sem ter a necessidade de buscar esse reconhecimento. O motivo é claro: as teorias são muitas, mas a vida demonstra e evidencia tudo, e grita muito mais alto onde as palavras silenciam.

Palavra para o seu coração

 

Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste:

 

                                      Salmos 8.6

 

Seu divino poder nos deu todas as coisas de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude.

 

                                      2 Pedro 1.3

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Crescimento e maturidade

 

Seja forte e seja homem.

                                       

                                         1 Reis 2.2b


Em 1 Reis 2.1-4, podemos ver que o rei Davi, preocupa-se em instruir seu filho Salomão, como todo pai tenta motivar, transmitir ânimo, cobrar uma postura de maturidade para enfrentar a situação, pois jovem como era, teria de assumir o trono, com todas as suas responsabilidades.

Precavido como era o Rei Davi, deu instruções detalhadas a Salomão no sentido de que a sua conduta fosse sempre fiel e obediente aos mandamentos de Deus. Esta seria a condição para que o seu reino permanecesse firme, mesmo diante dos desafios e pressões que todos igualmente estamos sujeitos.

Porém, depois da vinda do SENHOR Jesus, a nossa condição é muito melhor - Ele mesmo diz: "no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo"  (João 16.33). "...E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos"(Mateus 28.20).

Portanto, se cremos em Cristo Jesus, podemos até chorar diante dos desafios e situações difíceis, mas assumamos a nossa posição de filhos de Deus, que verdadeiramente somos. E nos concientizemos de que temos por Pai o grande Deus e SENHOR de todo o Universo, que apesar de todas as circunstâncias está no controle, e diz: "Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito" (Isaías 57.15).

Com Cristo Jesus no comando, o desespero com as pressões e dificuldades da nossa vida, transforma-se em crescimento e maturidade.

Palavra para o seu coração

 

Por amor de Tua Palavra e de acordo com Tua vontade, realizaste este feito grandioso e o revelaste ao Teu servo.

 

                                       2 Samuel 7.21

 

E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa.

 

                                       Gálatas 3.29

terça-feira, 7 de julho de 2026

Coração sincero

 

Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios ossos e de todo tipo de de imundície.


                                     Mateus 23.27b


Deus sonda e conhece o nosso coração, o nosso íntimo está exposto diante Dele. E aos Seus olhos o que mostramos por fora é irrelevante, o que importa mesmo é o que nos move por dentro.

Podemos ver que o Mestre Jesus chamou os fariseus e mestres da lei, grupos de religiosos de Sua época, de hipócritas. Externamente se mostravam pessoas bondosas, fiéis e piedosas, aos olhos da pessoas se mostravam corretos diante das leis de Deus e apontavam os erros dos outros, mas em seu interior não respeitavam as ordenanças de Deus. Tudo não passava de simples aparência; pousavam de verdadeiros servos do SENHOR, mas por dentro estavam cheios de maldade, malícia e enganos.

Em sua cultura o povo de Deus usava a prática de rasgar as vestes em sinal de luto, desespero, quebrantamento ou aflição. Mas essa prática também se tornaria uma atitude hipócrita se não fosse feita com sinceridade, seria apenas um insignificante ritual. Poderiam lamentar sua situação sem perceber que a causa de sua triste condição estava neles mesmos - em sua desobediência a Deus.

É por esta razão que em Joel 2.12-18, o profeta afirma que Deus não quer que Seu povo rasgue as suas roupas, mas o seu coração. "Rasgar o coração" é uma prova sincera de que estamos profundamente arrependidos pelos erros cometidos perante Deus. Significa reconhecer nosso mau caminho lá no íntimo, que necessitamos da ajuda divina para restaurar a nossa vida e mudar a direção. É essa atitude que agrada ao SENHOR, e não uma demonstração pública de piedade e autocomiseração. Perante Deus a prova de que realmente não queremos mais ter atitudes que contrariam a Sua Palavra é reconhecermos que cometemos erros e que precisamos da ajuda de Cristo Jesus a cada dia para nos consertarmos. Mesmo porque, Deus não quer aparência de piedade, mas um coração sincero, disposto a obedecer por amor.