segunda-feira, 2 de novembro de 2026

O pranto

 

Ele enxugará dos seus olhos toda lagrima.


                                    Apocalipse 21.4


Em 1 Samuel 30.1-8 vemos que Davi e alguns homens que andavam com ele, ao retornarem para casa, encontraram as suas moradias e propriedades incendiadas. As mulheres e as crianças haviam sido raptadas, todos os seus bens saqueados. Enfim, era uma situação desoladora e muitos entraram em total desespero. Diante disso choraram até não terem mais forças. E alguns dos homens que estavam com Davi pensaram em apedrejá-lo, culpando-o por aquela situação.

Porém, Davi, apesar de toda a circunstância desoladora, no meio da sua angústia, procurou por Deus; se fortaleceu e chamou quem o pudesse ajudar. Nesta procura por uma solução, Deus lhe ofereceu um caminho a ser seguido. Davi entendeu que deveria perseguir os saqueadores e recuperar os seus bens e familiares - o que de fato aconteceu.

Não são poucas as vezes em que nos deparamos com situações adversas, terríveis e desoladoras. E o choro é a nossa primeira reação, por ser uma expressão de dor, tristeza pelas perdas, luto... E sem dúvida é bom chorar, é como um desabafo, nos traz certo alívio. Mas o choro deve ter um limite, e hora para acabar, pois permanecer somente chorando não resolve os problemas. Após o choro, é preciso reagir, tomar uma postura, uma atitude e decisão, buscar ajuda - e Davi demonstra nesta história exatamente onde se encontra essa ajuda.

Percebe-se então que existe um caminho a ser seguido e percorrido. Enquanto se persegue esse caminho, as forças vão-se renovando, novas perspectivas de vida vão surgindo, soluções viáveis vão aparecendo, e até milagres podem acontecer.

O próprio Davi, depois de ter enfrentado muitas dificuldades, escreveu: "Sua ira (de Deus) dura só um instante, mas o Seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria (Salmos 30.5). Vale lembrar que mesmo em meio ao choro Deus continua Presente.


Palavra para o seu coração

 

Voltará a haver justiça nos julgamentos, e todos os retos de coração a seguirão.

 

                                        Salmos 94.15

 

Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar?Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra? 

 

                                         Lucas 18.7,8

domingo, 1 de novembro de 2026

Fiel Consolador

 

Quando vier o Consolador, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, ele testemunhará a meu respeito.


                                      João 15.26


São muitas as especulações que pairam sobre a realidade do mundo espiritual. No entanto, quando a Bíblia fala do Espírito, ela se refere ao Espírito Santo de Deus, e por isso é importante ter uma ideia clara a respeito de quem Ele é e do que faz.

Ao lermos João 15.26-16.24 temos alguma luz neste aspecto. O Mestre Jesus conversava com Seus discípulos sobre Aquele que ocuparia o Seu lugar, após Seu tempo na terra se concluir. Apresenta-O como o "Consolador" que estaria para sempre com eles (João 14.16), e afirma que o Espírito Santo os faria lembrar de tudo quanto Ele havia ensinado durante o convívio com eles (João 14.26). Jesus ainda diz que Ele convencerá o mundo dos seus pecados, da justiça e do juízo de Deus (João 16.8). Não é sem razão que frequentemente o Espírito Santo é chamado de Ajudador, Consolador ou Advogado.

O Mestre ainda antecipa e atualiza aos Seus discípulos dos acontecimentos que lhes ocorrerão (João 16.2-3) e os prepara para que a perseguição e o martírio não lhes causem surpresa e frustração. Uma existência tranquila e pacífica, apreciada pelo mundo não faria parte da vida daqueles cristãos. Mas o fato de que o Espírito Santo seria enviado para ajudá-los, incentivá-los e trabalhar com eles seria o motivo e a estrutura de sua força e coragem. O Ajudador estaria para sempre com eles, tornando o seu testemunho poderoso, convincente e eficaz.

O final do capítulo 16 demonstra que, apesar das adversidades, lutas e aflições que a vida muitas vezes nos reserva e proporciona, a companhia e a intimidade com Cristo nos asseguram a serena paz ao coração. Portanto, não devemos temer: Jesus venceu todas as coisas para nos ajudar a enfrentá-las - e o Seu Santo Espírito permanece conosco e nos acompanha em todo tempo. Aliás, a vida só faz sentido quando é guiada pelo Espírito Santo.


Palavra para o seu coração

 

Peço-te que sejas a minha rocha de refúgio, para onde eu sempre possa ir; dá ordem para que me libertem, pois és a minha rocha e a minha fortaleza.

 

                                     Salmos 71.3

 

Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres".

 

                                     Mateus 26.39

sábado, 31 de outubro de 2026

O prumo divino


Que farei quando Deus me confrontar? Que responderei quando chamado a prestar contas?


                                                                 Jó 31.14 


O prumo, a balança é usada como uma demonstração do julgamento de Deus, que revela se somos ou não aprovados nos critérios Dele.

Em Jó 31.1-40 podemos ver que ele pede para que Deus use uma balança justa para avaliar sua vida. Então apresenta suas obras, afirma que evitou o adultério, a exploração de pessoas e da terra, a idolatria, o ódio, a mentira e também auxiliou aos necessitados. Porém, confessou que fizera tudo isso por medo (Jó 31.23). Jó era um bom religioso, mas suas obras mereceram apenas o menor dos pesos nos padroões da balança divina.

E diante disso, podemos concluir que tudo o que fazemos por "obrigação crista" ou então por medo do castigo divino, tem pouco valor. Esquecemos que na balança de Deus o que pesa é qualidade, não quantidade. Sim, podemos apresentar-Lhe extensas listas de boas obras, esperando Seu elogio; porém, Deus observará com que intenção fizemos tais coisas ou mesmo renunciamos a algo. Ele avaliará a nossa conduta pelas nossas motivações, se fomos movidos por amor a Ele, ou se buscamos "acumular pontos" para ganharmos algo em troca ou escaparmos do inferno.

E assim sendo, por melhores que sejam, não são as nossas obras que contam na balança de Deus, o que pesa mesmo e faz a diferença é nossa resposta a Cristo Jesus. Em Mateus 7.21-23, O SENHOR Jesus fala de pessoas que fizeram grandes coisas em Nome de Jesus, mas Ele não as conhecia. Deus não espera que façamos coisas para Ele - Ele quer um relacionamento conosco, não é o nosso bom desempenho que O atrai e impressiona e sim a pureza do nosso coração. As obras têm seu valor quando são inspiradas no desejo de agradar a Deus por quem Ele é (como uma resposta natural ao Seu amor) e pela vontade de imitar e seguir o exemplo de Cristo Jesus. Elas até demonstram nossa fé, mas não conquistam o direito à vida eterna com Deus.

Palavra para o seu coração

 

Não confiem em palavras enganosas: "Este é o templo do SENHOR, o templo do SENHOR, o templo do SENHOR"!  Mas se vocês realmente corrigirem a sua conduta e as suas ações, e se, de fato, tratarem uns aos outros com justiça,

 

                                   Jeremias 7.4,5

 

Louvado seja o SENHOR, o Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo. Resgatar-nos da mão dos nossos inimigos para servi-lo sem medo, em santidade e justiça, diante dele todos os nossos dias.

 

                                   Lucas 1.68,74,75

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Antes que seja tarde!

 

Ouça, meu filho, e seja sábio; guie o seu coração pelo bom caminho.


                                    Provérbios 23.19


Constantemente ouvimos notícias de catástrofes e desastres naturais em todo o planeta e os tristes relatos do sofrimento de quem sobrevive a essas tragédias - são tempestades, chuvas torrenciais, terremotos, tsunamis... Porém, muitas dessas pessoas foram alertadas, tinham sido avisadas do iminente perigo, mas se recusaram a deixar seus lares, abandonar suas casas, alegando não ter para onde ir. Mas, muitas mortes seriam evitadas se as pessoas não insistissem em permanecer nas áreas de risco, ouvissem e acatassem os alertas de perigo, e buscassem abrigo em outro lugar.

Em Lucas 16.19-31 podemos ver duas pessoas que viveram de forma diferente e oposta. O rico teve muito luxo, mas não buscou a Deus. Já Lázaro teve uma vida miserável, mas mantinha a fé. Quando os dois morreram, um foi levado para o céu e o outro, para o inferno. Sofrendo, o rico pediu que Lázaro voltasse para avisar aos seus irmãos do fim que eles também teriam se não buscassem a Deus. Porém, Abraão respondeu que eles já estavam sendo avisados, exortados pela Palavra de Deus (Moisés e os profetas), que Nela encontrariam a orientação correta, se a lessem e acatassem.

Sim, para nós fica o alerta - quem vive como o rico desta parábola enfrentará uma verdadeira tragédia quando a morte chegar. Sua situação é idêntica daquelas pessoas, que vivem em áreas de risco e parecem não se atentar com o fato de que a qualquer momento sua casa desabará. Simplesmente vivem em sua "zona de conforto" se divertem, trabalham, festejam, mas não pensam no futuro e nem querem saber de Deus. Talvez até já ouviram falar a respeito do SENHOR Jesus, mas não querem deixar a vida que têm para segui-Lo. Não estão ouvindo os sinais de perigo! Mas, precisam buscar a Deus enquanto lhes resta algum tempo!

Já quem vive com Deus, mesmo passando pelas maiores tragédias, tem a certeza de que terá o mesmo fim de Lázaro. Ele não tinha nada além do temor a Deus, mas quando morreu foi levado para o conforto eterno. Portanto, avaliemos a nossa atual situação e se a nossa vida encontra-se na "área de risco", busquemos ao SENHOR antes que a tragédia venha e nos alcance, aí será tarde demais!