quinta-feira, 27 de agosto de 2026

A longanimidade divina

 

Lembra-te, SENHOR, da tua compaixão e da tua misericórdia, que tens mostrado desde a antiguidade.


                                      Salmos 25.6


Ao lermos 2 Crônicas 33.1-20 ficamos estarrecidos com as atrocidades cometidas por Manassés em seu reinado. São práticas abomináveis, mas bem sabemos que diante de Deus não há um pecado mais grave que outro, e sim consequências diferentes. Com Manassés, seus erros não afetaram apenas sua vida. Ele foi levado cativo e sua maldade fez todo povo desviar-se dos retos caminhos do SENHOR por muitos anos, de tal forma que mesmo após voltar-se para o SENHOR e ter feito muitas mudanças, Manassés não conseguiu alterar a situação.

Mas como nosso bondoso Deus em Sua infinita misericórdia restaura até mesmo as piores pessoas, foi isso o que aconteceu com esse rei. Após cometer tantos erros, em um momento de angústia ele se voltou ao SENHOR e foi ouvido: "Quando ele orou, o SENHOR o ouviu e atendeu o seu pedido" (2 Crônicas 33.13a). E mesmo que o Rei Manassés tenha demorado para reconhecer seus erros e voltar-se a Deus, ainda podemos aprender muito com tudo isso:

=>Deus restaura o ser humano. Não importa quantos e quais erros tenha cometido, basta que haja disposição de cada um em chegar-se ao SENHOR e humilhar-se perante Ele (2 Crônicas 33.12);

=>Não há tempo limite estipulado para mudanças. Não sabemos quantos anos levou para Manassés ser restaurado, mas o que importa é que ele percebeu que ainda havia tempo para buscar a Deus;

=>Podemos concluir como é grande para conosco a graça, benevolência, longanimidade do SENHOR e Seu grande amor que é a causa de não sermos consumidos (Lamentações 3.22).

E desse modo percebemos que não importa quão trágica seja nossa história, a misericórdia inesgotável de Deus se manifesta a todo ser humano que Dele se aproxima, assim como aconteceu com o tão temível e depois restaurado rei Manassés. Nunca é tarde demais para buscar a Deus e mudar o nosso referencial.

Palavra para o seu coração

 

Agora temam o SENHOR e sirvam-no com integridade e fidelidade. Joguem fora os deuses que os seus antepassados adoraram além do Eufrates e no Egito, e sirvam ao SENHOR.

 

                                         Josué 24.14

 

Antes, quando vocês não conheciam a Deus, eram escravos daqueles que, por natureza, não são deuses. Mas agora, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo por Ele conhecidos, como é que estão voltando àqueles mesmos princípios elementares, fracos e sem poder? Querem ser escravizados por eles outra vez?

 

                                        Gálatas 4.8,9

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Falso moralismo

 

Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia! Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, Ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar.


                                  I Coríntios 10.12,13


É notório que o falso moralismo tem reinado atualmente, e veicula de forma intensa e ostensivamente nas redes sociais.

Acontece que enquanto nós "cristãos" criticamos veementemente a prática da homossexualidade, como se este pecado fosse o mais imoral de todos, nos lares cristãos o adultério, fornicação, prostituição, estupro e a lascívia tem se intensificado de maneira escabrosa. Ocorre que o inimigo sagaz que é, não brinca e nem dorme nunca.

E infelizmente sob esta velada lógica da hipocrisia, os mandamentos são moldados a gosto do freguês e tornam-se aliados do mundo, e a Igreja vai se moldando e adaptando de maneira permissiva aos ditames do mundo.

Por exemplo, a Bíblia cobra de todos a castidade até o casamento, mas, quando a prática deve existir, cada caso se torna um caso. Mas, o mandamento é claro, Deus espera que o sexo só aconteça dentro do casamento e/ou quando não há possibilidade de manter-se em celibato: "Mas, se não conseguem controlar-se, devem casar-se(...)" (1 Coríntios 7.9), tendo constituído essa lógica desde a criação: "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2.24). Esta é a nossa realidade cristã, onde devemos nos posicionar e deixar fixada a nossa base, pois todas as vezes que ultrapassarmos isso, colheremos os frutos da nossa irresponsabilidade.

"Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12.1,2).


Palavra para o seu coração

 

Embora os nossos pecados nos acusem, age por amor do teu nome, ó Senhor! Nossas infidelidades são muitas; temos pecado contra ti.

 

                                        Jeremias 14.7

 

Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará.

 

                                        Mateus 6.14

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Integridade perante Deus

 

Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles.


                                       Lucas 6.31


Há uma integridade que Deus espera de nós cristãos, isso nos leva a refletir e procurar observar em nós, se aqueles pecados que muito incomodam o meio cristão, não estão presentes em nossas vidas.

Postos na balança, se é que podemos classificar, a homossexualidade parece gerar mais alvoroço do que o adultério, por exemplo. Porém para Deus, sabemos que ambos têm o mesmo peso e medida. Resta-nos entender por que isso incomoda tanto nossa sociedade atual, mais do que as propagandas da tv, onde as mulheres aparecem quase nuas, sendo coisificadas; as novelas e filmes onde cenas de sexo explícito aparecem a todo o tempo; a liberdade sexual que os homens têm em nossa sociedade; o abandono do lar por parte dos homens e mulheres; o fato de os filhos homens irem à “balada” e voltarem bêbados; a infidelidade masculina que é vista como sinônimo de macheza, e a feminina que representa lascívia; os inúmeros casos de violência contra a mulher e de abuso sexual, infantil e adulto, feminino e masculino. Sem mencionar as mortes em guerras e por conta de doenças, os casos de corrupção, enfim, nada gera tanto impacto quanto essa questão da homossexualidade.

É hora de pensarmos o que se esconde por detrás dessa crescente e constante briga, e considerarmos se de fato é a homossexualidade, sozinha, que tem destruído os valores da família cristã.

É tempo de ponderarmos se nós, membros das famílias "cristãs"não temos nenhuma responsabilidade nisso?! E por fim, atentarmos para quais outras características fazem parte de um viver íntegro.

Sem dúvida, poderíamos elencar inúmeras atitudes que contradizem a Bíblia, mas as acima citadas já nos permitem pensar nossas vidas e observar a partir de agora, nossa postura frente ao mundo. Cabe a cada um de nós, uma auto análise, à luz da Palavra de Deus, questionar nossa conduta, pensar sobre o que é ser íntegro na prática, e buscar nos aproximar desse possível ideal.

Bem sabemos que o poder contido na Palavra de Deus nos liberta e transforma. Então, que possamos após a nossa reflexão, dar abertura ao SENHOR para ampliar nossos horizontes, revelar onde estamos falhando, o que podemos mudar para termos mais integridade cristã, transparência e intimidade com Ele.

Se começarmos buscando não julgar o pecado alheio, nos colocando no lugar dos outros, como o SENHOR Jesus ensinou em Lucas 6.31, analisando nossas ações, lançando fora o falso moralismo que nos impede de ver nossos erros, a hipocrisia que não nos permite reconhecer nossas falhas, incorporando a moralidade de Deus, expressa na Bíblia, já estaremos dando um passo rumo a essa vida de integridade, que por certo nos aproximará mais de Deus.

Palavra para o seu coração

 

Na verdade as nações são como a gota que sobra do balde; para ele são como o pó que resta na balança; para ele as ilhas não passam de um grão de areia.

 

                                     Isaías 40.15

 

Deus é Deus apenas dos judeus? Ele não é também o Deus dos gentios? Sim, dos gentios também,

 

                                     Romanos 29.3

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Sede de viver

 

Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz?


                                        Isaías 55.2


Há uma provocação benéfica e bem pertinente contida no versículo em destaque. Sim, pois quem se dispõe a seguir as orientações do Criador da vida, naturalmente encontra nelas tudo o que é essencial, e não mais se arrisca a investir tempo, esforço e recurso financeiro naquilo não é importante e nem edificante.

Isso porque, quando buscamos o que não vem do SENHOR, encontramos aquilo que Deus despreza, fatalmente nos decepcionamos e nos frustramos e sempre será assim.

A Bíblia é muito clara e específica sobre esta afirmação: jamais desfrutaremos das bênçãos de Deus se as buscarmos no que é ilícito e contrário à Sua Palavra, não sejamos ingênuos ou hipócritas. O mundo em que vivemos prega a louca e insaciável "corrida do ouro", estimula-nos ao consumismo desenfreado, a pisotear, maltratar, mentir, trapacear e a matar se necessário, simplesmente para obtermos o que os olhos desejam, fomentam uma cobiça desenfreada. Vivemos em uma sociedade injusta e hedonista que busca a satisfação pessoal e não a satisfação em Deus.

Assim, muitos estarão sempre sedentos, mesmo depois de Deus já ter afirmado que só Nele encontramos água gratuita da melhor qualidade. Há aqueles que estão com a vida totalmente ressequida (corpo, alma e espírito), a alegria de viver já não existe, a motivação para lutar ficou para trás, e há muito que a fé se foi.

Contudo, o SENHOR é o nosso manancial inesgotável de "água viva" (João 4.10), que de fato satisfaz a sede da vida. A mensagem divina é opostamente diferente da fraudulenta mensagem oferecida pelo mundo sem Deus. Com Ele encontramos o banquete oferecido pelo Bom Pastor às Suas ovelhas, que é abundantemente excelente (Salmos 23.5). É certo que Deus deseja que todos façamos parte da Sua mesa real e encontremos Nele a plena satisfação.

Basta apenas irmos em Sua direção, reconhecermos que erroneamente temos tentado lutar com as nossas próprias forças, confiado na própria sorte, esperado por um milagre que satisfaça nossos desejos e não no relacionamento com o Deus de todos os milagres. Sim, pois se resistirmos em reconhecer que temos sede do Deus vivo, nunca seremos satisfeitos; mesmo porque, satisfação plena só encontramos em Deus!