O temor do SENHOR é fonte de vida e afasta das armadilhas da morte.
Provérbios 14.27
Atos de violência, injustiças e corrupcão ocorrem a todo momento, mas a punição aos culpados, nem sempre acontece; deixando no ar a impressão que o crime compensa e até vale a pena.
Foi assim também nos dias de Jeroboão, rei de dez tribos de Israel. Ele assumiu o trono sob aprovação popular, após liderar o povo contra as tiranias de Roboão, seu antecessor. Mas, uma vez no poder, tornara-se ainda pior que os anteriores. Oficializou o "sincretismo religioso", que é a mistura de várias crenças em uma só.
Isso entristeceu a Deus, que não concordou com Jeroboão, e permitiu que o filho dele, Abias, ficasse gravemente enfermo. Então, Jeroboão lembrou-se do velho profeta Aías, já cego por conta da idade; pois queria saber o que aconteceria com seu filho.
Receando que Aías levasse o assunto para o campo pessoal, pois todos sabiam da sua má administração governamental, Jeroboão pediu à esposa que se disfarçasse e levasse boas dádivas, como se pudesse "comprar" e enganar o profeta. Mas, logo ao chegar, a mulher de Jeroboão já ouviu o que Deus havia dito a Aías: seu filho vai morrer e Jeroboão vai pagar pelos seus erros, com toda a família e nação que aderiu aos seus pecados. Mas Deus disse que tinha visto algo de bom em um membro da família de Jeroboão: o filho que morreria (1 Reis 14.13).
Não conhecemos e nem compreendemos a mente de Deus, mas o ocorrido nos ensina que a morte pode ser uma forma de Deus poupar uma vida preciosa de muitos problemas. Não há alegria na morte dos nossos queridos, mas podemos encontrar consolo na sabedoria e vontade de Deus. A desgraça foi tremenda na família de Jeroboão, mas, pela morte, aquele filho foi poupado e honrado. Deus tem diferentes maneiras de cuidar de Seus filhos, mas todas elas evidenciam Seu amor, cuidado e propósito por nós. Certamente, Deus nos abençoa de muitas e variadas maneiras, inclusive com a morte.