Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.
João 4.21
A carência espiritual da humanidade a leva a ser propensa a sempre procurar estabelecer lugares sagrados e santuários para adorarem.
Ao lermos Sofonias 2.11b, podemos perceber que embora naqueles dias, os judeus ensinassem que Jerusalém era o lugar adequado, e os samaritanos declarassem que o Monte Gerizim deveria ser o centro do culto. E então deveriam dirigir-se até lá para demonstrar sua devoção, o que lhes impunha algum investimento, privação e sacrifício, já fora profetizado que viria o tempo em que cada nação adoraria em sua própria terra.
Em João 4.21-24 vemos na afirmação do SENHOR Jesus que a profecia se cumpre, podemos claramente entender que o culto espiritual não depende do lugar, mas sim da presença de Deus. Ele já via que no futuro, o homem adoraria a Deus onde quer que estivesse. Sim, pois o importante e relevante não é o lugar em que se adora, mas a atitude e reverência do coração e da mente; formalismo e cerimonial de nada valem se não houver harmonia com a natureza de Deus, que é Espírito.
Fato é que no dia em que constituímos Jesus como nosso SENHOR e Salvador, nos tornamos o santuário de Deus no qual Ele habita e, na nova ordem que Cristo veio inaugurar, o lugar da adoração subordina-se à pessoa. Deus não está limitado a um local, nem se identifica somente com uma nação. Todo o universo Lhe pertence, e Ele está presente em toda parte, a Terra é o extrado dos Seus pés. Assim, não importa onde estamos, podemos adorá-Lo, pois o nosso Pai Celeste está à procura de quem O adore de verdade, com sinceridade e pureza de coração. Aliás, adorar é reconhecer que Deus é o SENHOR sobre tudo e sobre todos, inclusive do lugar e do momento em que estamos precisamente agora - e expressar esse reconhecimento e gratidão a Ele.