domingo, 1 de março de 2026

Na saúde ou na doença

 

Maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela.


                                        Gênesis 3.17


As doenças e sofrimentos fazem parte do "pacote" legado pelos pais da humanidade. Embora no princípio do mundo os males possam ter levado séculos para se manifestarem, hoje são implacáveis a ponto trazermos desde o nascimento certos males que carregaremos ao longo da existência. É certo que a evolução da ciência traz um controle cada vez maior e melhor das doenças. No entanto, embora seja possível mudar a cor dos cabelos, aparência e até a face, o ser humano ainda não consegue superar a morte.

Alguns dizem que as doenças não existem e que tudo é fruto da mente em desarmonia com o universo. Outros afirmam que o verdadeiro cristão está isento de passar por elas. Porém, superação ou ausência de enfermidades não é prova de fé genuína e autêntica. Nem é propósito da fé em Jesus, isentar-nos do mal que os nossos pais nos legaram.

A fé em Cristo Jesus tem por fim restabelecer a comunhão com o Pai, rompida pelo pecado. Quanto às enfermidades, são reais e certamente não se tornarão menos presentes e implacáveis. Algumas doenças até servem à vontade de Deus quebrando o orgulho, expondo nossa fragilidade e o misericordioso amor de Deus, em permanecer em nós, nos dando a graça necessária para atravessarmos por elas.

Alguns homens se tornaram heróis da fé quando a enfermidade os levou a conhecer Jesus (Gálatas 4.13). As enfermidades não são desafios para Deus, Ele tem pleno controle de cada uma delas. Entretanto, os verdadeiros cristãos atingidos por males diversos, tribulações, perseguições e enfermidades graves, tornam-se vencedores quando se apóiam e se alegram na promessa de Deus que diz: "A minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Coríntios 12.9). Importa mesmo é que estando enfermos ou não, Deus nos ajude a dizer Amém! Pois, a doença é tão real quanto real é o céu, onde ela não mais existirá.

Palavra para o seu coração

 

Contudo, eu me lembrarei da aliança que fiz com você nos dias da sua infância, e estabelecerei uma aliança eterna com você.

 

                                      Ezequiel 16.60

 

Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica.

 

                                      2 Coríntios 3.6

sábado, 28 de fevereiro de 2026

A fé demonstrada

 

Mostre-me a sua fé sem as obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras.


                                      Tiago 2.18b


Cremos que "o justo viverá pela fé", mas a Bíblia é bem clara em nos indicar que a vida de fé deve estar atrelada à prática das obras.

De fato, é muito fácil afimar ser "cristão"; no entanto, colocar em prática e vivenciar a nossa fé, no contexto onde estamos inseridos, no desenrolar diário de nossas atividades, é bem diferente.

Em Tiago 2.14-23, ele trata da questão de ajudar os pobres e os necessitados, quando o autor sagrado declara que "se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e de alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso?" Neste contexto, Tiago é enfático: "Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta"!

Cremos que o texto aqui não está colocando as obras como condição indispensável para a salvação, porque a Palavra de Deus declara: "Vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2.8-9). No entanto, a pessoa, uma vez salva pela fé no SENHOR Jesus Cristo, deve demonstrar essa fé por meio das obras, que é a marca evidente da sua salvação.

No mesmo texto de Efésios 2, está escrito no versiculo 10: "Somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos as boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos". E baseados nesta verdade bíblica, uma vez que afirmamos ser cristãos; as nossas atitudes, postura, escolhas e ações devem demonstrar esta realidade, na prática de boas obras. Mesmo porque, as boas obras comprovam uma vida genuinamente comprometida com Cristo Jesus.

Palavra para o seu coração

 

As árvores do campo produzirão o seu fruto, e a terra produzirá a sua safra; o povo estará seguro na terra. Eles saberão que eu sou o SENHOR, quando eu quebrar as cangas de seu jugo e livrá-los das mãos daqueles que os escravizaram.

 

                                   Ezequiel 34.27

 

Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou.

 

                                   Apocalipse 21.4

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Enfrentando os temores

 

No amor não há medo; ao contrário, o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo.


                                       1 João 4.18


Como é desagradável o susto, principalmente quando é decorrente de notícias inesperadas, tristes ou trágicas!

O Rei Davi descreve sua própria experiência no Salmos 55.1-23. Ele vivia sob pressão e, mesmo ciente que o susto viria, não podia evitá-lo, chegava a ter arritmia cardíaca e perdia a mobilidade. Uma das diversas causas para ele viver assustado, era o barulho provocado por seus inimigos, que faziam ecoar seus brados de guerra.

Há pessoas que desistem de ouvir noticiários alegando que não querem viver assustado, preferem o silêncio da ignorância que enfrentar a realidade.

A violência assustava Davi, afirma que desejava fugir para um local distante, isolar-se. Mas quem sonha em fugir para o deserto não vai encontrar a desejada paz, mas certamente terá a provação. Davi se assustava com a traição de seus amigos íntimos, que pareciam tão leais, falavam com voz calma, mas não passavam de víboras.

Verdade é que todos nós temos nossos temores, o problema é como administramos e lidamos com eles. Se nada for feito, poderão nos consumir. Felizmente há escape e Davi aponta a saída: "Entre gue suas preocupações ao SENHOR e Ele o susterá; jamais permitirá que o justo venha a cair" (Salmos 55.22). A promessa de Deus não é eliminar nossos "inimigos", mas sustentar-nos para que não desabemos. Então, seguremos na mão protetora de Deus, ela está estendida em nossa direção. E se notarmos a marca de um cravo, não nos assustemos, é prova de Seu amor por nós. Aliás, o amor de Deus é o melhor remédio para os temores da vida.

Palavra para o seu coração

 

Conduzirei os cegos por caminhos que eles não conheceram, por veredas desconhecidas eu os guiarei; transformarei as trevas em luz diante deles e tornarei retos os lugares acidentados. Essas são as coisas que farei; não os abandonarei.

 

                                    Isaías 42.16

 

Quando estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles. Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram, e ele desapareceu da vista deles.

 

                                    Lucas 24.30,31

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Identificando o inimigo

 

Você já viu alguém que se precipita no falar? Há mais esperança para o insensato do que para ele.


                                     Provérbios 29.20


Incrível como nos preocupamos excessivamente com o que as pessoas podem dizer ou fazer contra nós! Às vezes pensamos que alguém nos persegue, quando aquela pessoa nem se lembra que nós existimos.

Deveríamos preocupar-nos mais com as nossas próprias atitudes e com o que falamos, pois o nosso pior inimigo pode ser nós mesmos. Nossas ações precipitadas são uma arma contra nós, por meio delas pecamos e demonstramos nossa incapacidade. Assim, a queda é causada por nós mesmos. "Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado" (Provérbios 19.2).

Nada é mais forte que as nossas palavras, para nos colocar em queda livre. O que proferimos pode construir uma imagem positiva e gerar uma grande expectativa nas pessoas, mas pode fazer desmoronar tudo que já conquistamos. "A morte e a vida estão no poder da lingua: o que bem a utiliza come do seu fruto" (Provérbios 18.21).

Assim, para não sermos nosso próprio inimigo não devemos ser precipitados em nossas palavras, escolhas, atitudes e ações. Cuidemos para não julgarmos que o motivo da nossa derrota se deve a alguém, sem antes olharmos, refletirmos e analisarmos bem se a seta que nos atingiu, não foi feita por nós mesmos. O nosso pior inimigo pode ser nós mesmos.