O SENHOR é misericordioso e compassivo.
Salmos 145.8
Quantas são as vezes em que ficamos estarrecidos ao vermos e testemunharmos o quão implacável é a lei ao cumprir e aplicar sem piedade a sentença. Mas, a Justiça é assim mesmo, ela desconhece misericórdia e exige o pagamento da dívida. Para a Justiça, o que importa é que o condenado pague pelos seus atos.
Por sua vez, a Palavra de Deus diz: "Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá" (Gálatas 6.7). Se a justiça humana é implacável com nossos atos, a justiça de Deus implacavelmente julga os pensamentos, as intenções, as palavras, as atitudes e a nossa natureza pecaminosa.
Dessa forma, o pecado se torna coeso, tipo unha e carne com a morte, porque além de nos condenar, atua como promotor, exigindo a nossa execução. E como ninguém tem condições de saldar o que deve a Deus, porque todos pecaram, então, sem exclusão, todos estão condenados.
Quanto à nossa condenação, Deus avisa que não aceitará nenhuma apelação, o pecado terá de ser pago cabalmente e o preço é sangue. Diante desse terrível e implacável destino, que Deus não cancela por conta da Sua soberana justiça, Seu maravilhoso amor torna-se maior que a condenação ao abrir para nós uma porta de escape. Sim, pois do contrário seríamos fulminados e aniquilados em Sua Presença por conta das nossas iniqüidades.
"Diz ... o SENHOR .... No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês... O SENHOR espera o momento de ser bondoso com vocês; Ele ainda se levantará para mostrar-lhes compaixão. Pois o SENHOR é Deus de justiça. Como são felizes os que Nele esperam"! (Isaías 30.15,18).
A Boa Nova de Deus suplanta a Justiça, pois em amor Ele cumpriu Sua exigência, sofrendo em Si mesmo a condenação dos nossos pecados. Não dependemos de uma apelação ser ou não ser aceita. Deus cumpriu a sentença, por isso tem autoridade e poder para perdoar e justificar quem O busca e, arrependido, se submete a Cristo Jesus, nossa justiça. Verdade é que vivemos pela misericórdia de Deus.
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