Há maior felicidade em dar do que em receber.
Atos 20.35
Em Atos 20.17-33, o apóstolo Paulo lembra o seu exemplo aos presbíteros de Éfeso (Atos 20.18) de que não cobiçara os bens deles e de que sempre trabalhou para o seu sustento e o dos seus companheiros. No versículo acima reforça ser mister socorrer aos necessitados, com o fruto de nosso trabalho. Em Efésios 4.28 já lhes havia escrito o mesmo. Segundo ele, não basta dar do que sobra, não há mérito nisso, porque não nos envolve. A verdadeira dádiva inclui sacrifício e parte da própria vida do doador.
Dar o fruto do nosso trabalho faz bem, não só pela alegria de ver o irmão feliz, mas porque com ele damos algo de nós mesmos. Isto fortalece o relacionamento, nosso próximo torna-se realmente próximo, não porque o "compramos" com nossa oferta, mas porque por meio dela dizemos "eu te amo meu irmão, você é importante para mim". Tal oferta de amor nos une e cria comunhão na caminhada não mais a sós, mas no corpo de Cristo.
Maior felicidade é dar que receber. Certamente o Mestre disse isso porque a nossa natureza humana julga mais feliz o que recebe, o rico que tudo tem, sempre recebe e não precisa dar. Nossa cultura tende a chamar de imprevidentes os que experimentam a bênção de dar.
No entanto, esta visão é pecaminosa e demoníaca. A Palavra nos ensina em Provérbios 11.24 "que há quem dê generosamente e vê aumentar suas riquezas; outros retém o que deveriam dar e caem na pobreza". Porém o nosso desafio é: buscar a bem-aventurança no dar, em ver as necessidades do próximo satisfeitas com o fruto do nosso trabalho. Dar liberalmente, crendo na promessa de abundância para os que assim agirem. Então, clamemos a Deus para que nos dê disposição para o trabalho, liberalidade para a contribuição e sabedoria para atender os que realmente estão necessitados. Mesmo porque felicidade dividida é felicidade dobrada.
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