sexta-feira, 24 de abril de 2026

O divino silêncio

 

Mas eu pergunto: Eles não a ouviram? Claro que sim: A sua voz ressoou por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo.


                                     Romanos 10.18


Estamos tão habituados ao constante burburinho do nosso ambiente, que o silêncio às vezes chega até nos incomodar. No silêncio somos obrigados a ouvir a nós mesmos e considerar coisas que o barulho nos impede de atentar e perceber. Mas, o silêncio é tempo de liberdade e planejamento, onde projetos se convertem em ação; é o tempo em que assumimos o que realmente somos e o que verdadeiramente queremos.

A Bíblia conta que Jacó e sua numerosa família foram morar no Egito. Deus havia falado muitas vezes com Jacó, mas assim que eles se instalaram no Egito, Deus ficou em silêncio por quatrocentos e trinta anos. Nesse silêncio a família tornou-se um povo, formou caráter distinto dos egípcios e amadureceu. Tornaram-se mais numerosos que o povo que os recebeu, mas foram escravizados. Quando Deus rompeu o silêncio, enviou um libertador, Moisés e conduziu o povo rumo a uma nova terra.

Séculos mais tarde, Deus tornou a silenciar por quase 450 anos. Se após o primeiro silêncio Deus libertou a nação de Israel, no segundo preparou o povo para receber o libertador definitivo, o Salvador, Seu Filho Jesus Cristo.

E assim, se agora nos parece que Deus está em silêncio, esse é o tempo em que Ele espera que amadureçamos, façamos escolhas, coloquemos em prática o que ouvimos Dele. O silêncio de Deus não é prejudicial, é o tempo que Ele nos concede para que amadureçamos. É tempo de preparo e de atitudes responsáveis da nossa parte para com Ele.

Não precisamos temer o silêncio de Deus, pelo contrário, é como o ato de um pai que solta as mãos do filho para que ele dê os seus primeiros passos. Então, oremos para que Ele nos ajude a glorificá-Lo nas avaliações pessoais, nos planos, projetos e atitudes desempenhadas e que Deus nos abençoe grandemente.

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