sábado, 11 de abril de 2026

Nossas crianças

 

Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo.


                                       Mateus 18.5


Se atentarmos para as mãozinhas de um bebê recém-nascido veremos como são lindas, delicadas, indefesas, pequeninas, perfeitas, nada foi tocado por elas.

Nos esquecemos que as mãos das crianças um dia serão mãos de adultos, que poderão segurar a Bíblia, curar as feridas de um doente, ser apertadas num gesto de carinho ou de respeito. No entanto, também poderão segurar uma arma, ser levantadas para uma agressão ou tremer descontroladamente pelo abuso de álcool.

As pequenas mãos de hoje irão crescer. Muitas dessas mãos hoje se apóiam e estão colocadas nas nossas, pedindo auxílio e direção de forma direta ou indiretamente. É uma personalidade que ainda está em miniatura, em formação, para cujo crescimento podemos contribuir ou nos omitir. Muitas crescerão sem que percebamos, aqui ou do outro lado do mundo. Outras serão especiais - esperaremos que cresçam, peguem no lápis, assinem contratos, encontrem a mão amada, se cruzem em oração.

O SENHOR Jesus sabia da importância das crianças e por isso impôs suas santas mãos sobre elas (Mateus 19.13-15). Não sabemos ao certo quantas eram e nem o estado das crianças naquela ocasião. E o Mestre Jesus não se importou se elas estavam sujas, enfermas, machucadas, ou com o barulho, algazarra delas; Ele as quis ali.

Que tenhamos o mesmo zelo e atenção com as crianças não apenas as que são particularmente importantes para nós: filhos, sobrinhos, netos, vizinhos, filhos de amigos; mas que olhemos também e principalmente para aquelas que nada têm e podem ser ajudadas com nosso apadrinhamento, de modo que um dia se tornem mãos que façam a diferença. Mesmo porque, mãos adultas sempre têm responsabilidades com mãos infantis.

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