segunda-feira, 23 de março de 2026

Preciosas lições

 

Mas, para mim, bom é estar perto de Deus.


                                      Salmos 73.28


O apóstolo Pedro representa aquele discípulo que, vez por outra, surpreende e decepciona o divino Mestre. Embora sendo judeu, esqueceu-se da Escritura: "Não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores" (Salmos 1) e já se aquecia junto à fogueira que algumas pessoas haviam feito. Alí negou o Mestre Jesus por três vezes.

É interessante observar no Evangelho de Lucas a narrativa: "O SENHOR voltou-se e olhou diretamente para Pedro, o fazendo lembrar... Antes que o galo cante hoje, você me negará três vezes". Diz Lucas que Jesus, em meio ao Seu próprio drama, amou Seu impulsivo discípulo que tropeçava, sustentando-o com o olhar de bondade, compreensão e encorajamento.

Em muitas outras ocasiões o apóstolo Pedro mostrou-se intrépido, corajoso, chegando a enfrentar soldados com sua espada (Lucas 22.50); como seguidor do Mestre Jesus nunca fora envergonhado; mas naquela hora, ele reconheceu o seu pecado e chorou amargamente. Só o SENHOR Jesus permaneceu sereno, pois já havia vencido a batalha no Getsêmani e estava prestes a consumá-la definitivamente.

Todos esses fatos nos trazem preciosas lições. Nesse tropeço, o apóstolo Pedro deve ter aprendido muito sobre sua própria fraqueza e a real necessidade de buscar forças em Cristo Jesus. Aliás, nenhuma das nossas experiências de vida é inútil e deve ficar escondida, mesmo as derrotas mais profundas; ao contrário, precisam ser evidenciadas para que, mediante o nosso arrependimento, o Espírito Santo possa nos purificar e santificar a nossa vida.

Precisamos entender que sem Deus nada podemos, e que nas batalhas da vida, nossa força vem do SENHOR Jesus. Mesmo aqueles de nós que queremos ficar apenas na superficialidade, sem nos envolvermos profundamente, precisamos reavaliar nossa situação, por que mais cedo ou mais tarde, estaremos envolvidos em um outro patamar, do lado oposto do ringue. Observemos que o ódio do príncipe das trevas estava centralizado em Cristo Jesus, Ele era o seu alvo; mas Seus amigos e seguidores também foram envolvidos. E nada mudou, os cristãos continuarão a serem atingidos na mesma proporção.

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