domingo, 12 de novembro de 2017

Palavra para o seu coração

Cantem ao Senhor um novo cântico, seu louvor desde os confins da terra, vocês, que navegam no mar, e tudo o que nele existe, vocês, ilhas, e todos os seus habitantes.

                                        Isaías 42.10

Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores.

                                        Tiago 5.13

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Jesus tornou-se Servo


Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

                               Mateus 20.26-28

Quando Jesus veio a esta terra, não assumiu uma posição na realeza. Ao contrário disso, tornou-se um servo.
A palavra traduzida por "servo" vem do vocábulo grego "doulos", que significa "prender", trazendo a idéia de uma pessoa que está presa à outra, um escravo, alguém entregue à vontade de outrem ou um escravo dedicado à vontade de seu senhor a ponto de desconsiderar os próprios desejos e interesses.
Jesus humilhou-Se, assumindo a forma humana, e tornou-Se Servo (Isaías 53.11). Ele abriu mão de Sua própria vontade em prol da vontade e do plano divino. Não buscou realizar nada à Sua maneira. Estava tão comprometido em cumprir a vontade do Pai que não Se preocupou nem valorizou a própria vida.
Como Servo de Deus, Jesus estava "preso" ao Senhorio Dele. Viveu apenas para glorificar a Deus, sem jamais exaltar a Si mesmo. Em vez disso, reconheceu publicamente que era dependente do Pai. Ele disse: "Por mim mesmo, nada posso fazer". E: "O Filho não pode fazer nada de si mesmo; só pode fazer o que vê o Pai fazer" (João 5.19). Disse ainda: "O Pai, que vive em mim, está realizando a sua obra" (João 14.10). Afirmou também: "Não estou buscando glória para mim mesmo" (João 5.30,19; 14.10; 8.50).
Sabendo que a vontade do Pai era que Ele, Jesus, sofresse e morresse, nosso SENHOR caminhou até Jerusalém, obediente como um escravo, como um cordeiro mudo, sem abrir a Sua boca. Passou a vida satisfazendo as necessidades de outros. Como Servo de Deus, sabia que Sua vida não lhe pertencia, e sim ao Pai - realizou a vontade do Pai: curou os doentes, abriu os olhos dos cegos, fez coxos andar, devolveu a audição aos surdos, ressuscitou mortos. 
Em contraste com a Sua grande humildade e Seu desejo de servir aos outros, vemos a realidade do desejo inerente à natureza pecaminosa do ser humano, que deseja ser o primeiro, o maior, o melhor; numa constante busca por reconhecimento, aceitação, realização e sucesso.
Jesus prometeu aos discípulos que eles se assentariam em doze tronos com Ele em Seu Reino. Enquanto caminhavam rumo a Jerusalém, pensando haver chegado a hora em que Cristo iria estabelecer o Seu Reino na terra, eles começaram a discutir sobre quem receberia os lugares de maior honra. Isso gerou muita discussão ao longo do caminho.
Quando chegaram a Cafarnaum, Jesus perguntou-lhes: "O que vocês estavam discutindo caminho"? (Marcos 9.33). Os discípulos, envergonhados, não responderam - não queriam que Ele soubesse que estavam discutindo a respeito de quem seria o maior entre eles. O Mestre, no entanto, sabia o que estava no coração deles. Então os reuniu e disse-lhes: "Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos" (Marcos 9.35).
Eles ouviram as palavras de Cristo, porém o desejo de ser o principal era tão forte que a discussão ainda continuou. Em outra ocasião, depois que Tiago e João pediram uma posição de destaque ao lado de Jesus no céu, os outros dez discípulos ficaram "indignados" (Mateus 20.24). Mostraram-se enciumados e revoltados com a ousadia dos dois "folgados" irmãos.
Na noite em que Cristo Se ofereceu como sacrifício pelos pecados do mundo, os discípulos ainda estavam debatendo a respeito de quem seria o maior no Reino de Deus (Lucas 22.24).
E vergonhosamente, exatamente assim nós, a nossa velha natureza mundana tende a ditar as ordens, e valorizar o fugaz, o efêmero, as posições de destaque, o brilho dos holofotes em detrimento aos valores espirituais e eternos.
"Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes dará"
(João 6.27).
"Cuidado com os mestres da lei. Eles fazem questão de andar com roupas especiais, de receber saudações nas praças e de ocupar os lugares mais importantes nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes. Eles devoram as casas das viúvas, e, para disfarçar, fazem longas orações. Esses receberão condenação mais severa"!
(Marcos 12.38-40).

"Quando você for convidado, ocupe o lugar menos importante, de forma que, quando vier aquele que o convidou, diga-lhe: ‘Amigo, passe para um lugar mais importante’. Então você será honrado na presença de todos os convidados. Pois todo o que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado" (Lucas 14.10,11).

Palavra para o seu coração

Ali, junto ao canal de Aava, proclamei um jejum, a fim de que nos humilhássemos diante do nosso Deus e lhe pedíssemos uma viagem segura para nós e nossos filhos, com todos os nossos bens.

                                     Esdras 8.21

Então Jesus lhes perguntou: "Quando eu os enviei sem bolsa, saco de viagem ou sandálias, faltou-lhes alguma coisa?" "Nada", responderam eles.


                                     Lucas 22.35

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Em águas profundas


 "Vá para onde as águas são mais fundas",

                           Lucas 5.4

A profundidade exata não é revelada – no entanto, quanto mais nos desvencilhamos e nos desprendemos das nossas praias e orlas de segurança, quanto maior for a nossa ousadia e confiança em nos lançar, e quanto maior for a avaliação de nossas possibilidades, maior será a distancia que adentraremos e percorreremos em águas profundas. Os grandes peixes só são encontrados em alto mar, nunca em águas rasas, pois encalhariam nos bancos de areia.
E assim ocorre conosco; as nossas necessidades serão melhores supridas e atendidas nas profundidades celestiais.
Podemos e devemos nos lançar nas águas profundas da Sua Palavra, e o Santo Espírito pode num relance abri-la ao nosso raso entendimento. E Ele pode esclarecê-la de maneira tão cristalina que as mesmas Palavras que aprendemos no passado passarão a ter muito mais e até mesmo um novo sentido, e a primeira impressão, o primeiro entendimento que nos causaram ficará apagado em nossa memória.
Adentremos, mergulhemos fundo no mistério da expiação! Penetremos até que o precioso sangue do SENHOR Jesus, nos seja iluminado de tal maneira pelo Espírito, que se torne um bálsamo poderoso, nutriente, reparador e curador para o nosso espírito, corpo e alma.
Aprofundemo-nos nos mistérios da vontade do Criador e Pai! Até que aprendamos da Sua infinita exatidão, graça, bondade e misericórdia, e de Seu amplo, completo e total cuidado, zelo e provisão para nós.
Conheçamos os segredos e os mistérios do Espírito Santo! Até que Ele Se torne para nós um oceano maravilhoso e inesgotável, no qual podemos mergulhar e lavar as nossas dores, renovar as nossas forças, encontrar a coragem, a disposição e a capacitação necessárias – até que Ele Se torne para nós uma convicção, uma precisa resposta de oração, e provemos na experiência vívida como Ele nos dirige com cuidado, como está atento às nossas necessidades, e como a Sua mão poderosa, de modo extraordinário, cauteloso e zeloso está no controle de tudo o que nos ocorre, nenhum detalhe escapa ou passa desapercebido da Sua atenção.
"Os olhos do Senhor estão em toda parte, observando atentamente os maus e os bons" (Provérbios 15.3).

"Os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que lhe dedicam totalmente o coração" (2 Crônicas 16.9).

Palavra para o seu coração

Tendo dito isso, todos os seus oponentes ficaram envergonhados, mas o povo se alegrava com todas as maravilhas que ele estava fazendo.
 
                                         Lucas 13.17

Ó povo de Sião, alegre-se e regozije-se no Senhor, no seu Deus, pois ele lhe dá as chuvas de outono, conforme a sua justiça.


                                         Joel 2.23

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O Seu tocar


Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: "Quero. Seja purificado"!
                                     
                                       Mateus 8.3

O toque divino faz toda a diferença. Quão grandioso, imprescindível, poderoso, transformador ele é! Todos nós já o experimentamos de alguma maneira – seja através do médico solícito e atencioso que cuidou de nós na enfermidade, o socorrista que nos atende na contusão durante as partidas de futebol, o dentista que periodicamente zela e mantem a nossa saúde bucal, a gentil e meiga professora que nos flagrou chorando e penalizada enxugou as nossas lágrimas... Sim, aquela mão amiga que segura a nossa, trêmula durante o velório do ente querido – e também a outra, em apoio sobre nosso ombro, enquanto temerosos aguardávamos pela sentença a ser proferida pelo juiz – e ainda aquela, na calorosa saudação de acolhida e boas-vindas quando ingressamos no novo trabalho...
Nós também podemos oferecer os benefícios desse toque – basta que estejamos atentos às circunstancias que nos rodeiam, às dificuldades, dores e adversidades do nosso próximo.
Aliás, muitos de nós já estendemos as nossas mãos em diversas acolhidas – certamente há entre nós alguns, que têm o toque tão primoroso que se compararia ao do próprio Médico dos médicos – sim, ao imporem as mãos em oração sobre os enfermos e ministrar aos que se sentem debilitados e enfraquecidos – e se de algum modo não podem tocar, usam as mãos para digitarem mensagens, escreverem cartas, redigirem textos, fazer telefonemas, lavar roupas, limpar, organizar e faxinar, costurar, bordar, cozinhar, confeccionar, reformar e construir ... nós bem conhecemos a força transformadora de um simples toque!
Infelizmente, por comodismo, economia de movimentos, ou mesmo por timidez, deixamos de usá-lo e praticá-lo e acabamos mesmo por esquecê-lo totalmente – embora tenhamos boas intenções, deixamos de valorizar o significado de um breve toque.
Mas, por mais que sejamos relapsos, não podemos nunca nos esquecer de que todos recebemos o toque do Mestre Jesus, pode ser que não tenha sido para a manifestação de um milagre físico em si, mas para a realização do principal milagre espiritual – o milagre da salvação, e conceder-nos a vida eterna.
"A sogra de Simão estava de cama, com febre, e falaram a respeito dela a Jesus. Então ele se aproximou dela, tomou-a pela mão e ajudou-a a levantar-se. A febre a deixou, e ela começou a servi-los" (Marcos 1.30,31).
"Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: "Espírito mudo e surdo, eu ordeno que o deixe e nunca mais entre nele". O espírito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, a ponto de muitos dizerem: "Ele morreu".
Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou, e ele ficou em pé"(Marcos 9.25-27).

"Ao vê-la, Jesus chamou-a à frente e lhe disse: Mulher, você está livre da sua doença. Então lhe impôs as mãos; e imediatamente ela se endireitou, e louvava a Deus" (Lucas 13.12,13).

Palavra para o seu coração

Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém.

                                     Judas 1.24,25

E naquele dia contentes ofereceram grandes sacrifícios, pois Deus lhes enchera de grande alegria. As mulheres e as crianças também se alegravam, e os sons da alegria de Jerusalém podiam ser ouvidos de longe.


                                     Neemias 12.43