sábado, 16 de maio de 2015

Palavra para o seu coração

Diz o Soberano Senhor, o Santo de Israel: "No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês, na quietude e na confiança está o seu vigor, mas vocês não quiseram.


                      Isaías 30.15

Pois é mediante o Espírito que nós aguardamos pela fé a justiça que é a nossa esperança.

                      Gálatas 5.5

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Compaixão que apaga nossas transgressões


Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões.

                    Salmos 51.1

O senso comum moderno adotou a mentalidade da sociedade sem culpa, do “não sou eu o responsável”. Se fazemos algo errado, buscamos alguém para atribuir o erro, desde que não sejamos nós: pode ser falha dos pais, professores, educadores, sociedade, patrões, governantes ou Deus o criador de tudo...
Nesse raciocínio imaginemos, depois da queda, Adão passeando com os dois filhos, Caim e Abel, diante do portão do jardim do Édem. Um dos filhos questiona: Que suntuoso condomínio é esse, meu Pai? E o pai, magoado responde: Era para estarmos morando aqui, fomos expulsos, sua mãe foi mexer onde não devia, comeu uma certa fruta, e deu nisso... Adão simplesmente trataria de “limpar sua barra” e jogar a responsabilidade toda para a “tal mulher que Deus lhe deu”, simples assim.
O Salmos 51 fala sobre o episódio em que o profeta Natã confronta Davi com a história de seu delito com Bate-Seba (2 Samuel 12). “Rei Davi, a cordeirinha de um homem pobre foi roubada e assada por um homem rico que estava dando uma festa. O que deve ser feito?” O rei prontamente responde a pergunta do profeta: “Este homem deve morrer!” Natã olha diretamente para o rei e diz: “Tu és o homem”!
O rei deve ter caído do trono, pigarreado, ruborizado...as fontes de sua alma se romperam quando o remorso, a vergonha, culpa, arrependimento foram liberados numa enxurrada de lágrimas. Ele se volta para Deus, soluçando e diz: “Tem misericórdia de mim, ó Deus...porque conheço as minhas transgressões” (Salmos 51.1,3).
Sem hesitar, ele assumiu toda a responsabilidade, como rei dispunha de poder absoluto, estava acima do julgamento do povo. Por que confessar? Não havia nenhum repórter para confrontá-lo e perguntar: “é verdade que um funcionário seu arranjou-lhe um encontro com Bate-Seba?” Ninguém mais sabia sobre aquilo. Davi assume suas transgressões, iniquidade e pecado, prontamente, admite sua culpa sem mencionar em momento algum a participação dela. Um homem moderno diria: Alto lá! Fui tentando e seduzido, a culpa é dela; quem mandou-a tomar banho na sacada de seu apartamento numa noite enluarada? Ela deveria ser mais recatada, ter colocado pelo menos uma cortina, isso foi uma cilada!
Ou então: “Natã, seu puritano santarrão! Você acha que não sou humano? Você acha que sou de ferro? Você está por fora da nova moralidade, meu amigo!” Não, nada disso.
A confissão de Davi tem três aspectos, abordagens diferentes do arrependimento.
“Minhas transgressões” refere-se a rebelião aberta contra Deus, é praticar algo mesmo sabendo que é errado.
“Minha iniquidade” diz respeito ao engano de Davi ao tentar acobertar, esconder, como se fosse possível, o seu pecado. Davi assassinou Urias na tentativa de camuflar a gravidez de Bate-Seba. Como se fosse possível ocultar algo dos olhos de Deus; cedo ou tarde Deus expõe todo o erro, e isso é feito do alto do telhado, diante de todos.
“Meu pecado” refere-se ao assassinato de Urias, rompendo assim seu relacionamento com Deus.
Davi diz: “Contra ti, contra ti somente pequei” (Salmos 51.4). Para restaurar seu relacionamento com Deus, ele clama ao SENHOR: “Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve” (Salmos 51.7). Hissopo é uma planta que foi usada para aspergir o sangue do cordeiro nos umbrais das portas dos israelitas na noite da instituição da Páscoa, no Egito. Após a aplicação do sangue, a casa estava protegida do anjo da morte.
A Bíblia diz: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Efésios 1.7). Sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados.
Davi, o talentoso músico desde infância, que tocara para o rei Saul, promovendo alegria aos corações, não conseguia mais apreciar a música pelo pesado fardo do pecado. O pecado não confesso havia destruído suas canções, Ele implora a Deus: “Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste” (Salmos 51.8). O pecado o havia consumido tal qual a dor de um osso quebrado, tamanha angústia ele sentia.
Após a confissão de Davi, Natã lhe disse que Deus o perdoaria, mas que a espada não se afastaria da sua casa (2 Samuel 12.10). Davi sofreu tremendamente, profundamente em decorrência daquele pecado. O primeiro filho que teve com Bate-Seba morreu logo após o nascimento. Sua filha foi estuprada pelo próprio meio-irmão. Seu filho Absalão tornou-se um rebelde que tentou destituí-lo e mata-lo.
Precisamos assumir a responsabilidade por nossas escolhas e parar de dar desculpas esfarrapadas e tentar atribuir aos outros nossas falhas. Nossa vida cabe a nós decidirmos, temos liberdade para optarmos. Assim como Davi, precisamos aceitar nossos erros e confessar os nossos pecados, Deus apressará em apagá-los, lançando-os no mar de esquecimento, pois:

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1.9).

Palavra para o seu coração

Assim diz o Senhor aos profetas que fazem o meu povo desviar-se; quando lhes dão o que mastigar, proclamam paz, mas proclamam guerra santa contra quem não lhes enche a boca.
Seus líderes julgam a troco de suborno, seus sacerdotes ensinam por lucro, e seus profetas adivinham em troca de prata. E ainda se apoiam no Senhor, dizendo: "O Senhor está no meio de nós. Nenhuma desgraça vai nos acontecer".
Todos cobrirão o rosto porque não haverá resposta da parte de Deus.

                        Miquéias 3.5,11,7

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Explorando nossas habilidades

Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada.

               Romanos 12.6

Há muitas tarefas, atividades que gostaríamos de desempenhar, mas simplesmente não estamos preparados para elas. Talvez haja algo que gostaríamos, que nos traria imensa satisfação realizarmos pelas pessoas em prol de nosso semelhante, pelo nosso próximo. Mas precisamos ponderar se iríamos proporcionar a mesma satisfação que nos motivou, àqueles que estariam recebendo nossa oferta. Suponhamos que fôssemos ocasionalmente “cantores de banheiro” e que cantar nos Karaokê nos trouxesse imenso prazer, será iríamos agradar nossos ouvintes na mesma proporção que nos agrada tal atividade? Tenhamos cautela e bom senso em nossas análises, para não impormos nosso querer de forma inconveniente e desagradável aos que nos rodeiam.
Paulo inspirado pelo Espírito nos oferece sábios conselhos: "ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu" (Romanos 12.3).
Em outras palavras: saibam muito bem quais são os seus limites e sua capacitação.
Quando instruímos, ensinamos; as pessoas conseguem absorver?
Quando lideramos, guiamos; as pessoas nos seguem?
Quando administramos, gerenciamos; proporcionamos melhoras?
Em que área somos mais produtivos, quais são nossos pontos fortes?
É importante identificarmos nossas habilidades e nos aprimorarmos, especializarmos nelas; porque quando ignoramos nossas aptidões somos impedidos de realizar as obras únicas para as quais Deus nos criou.
"Se alguém tem o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé.
Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria.

Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros" (Romanos 12.6-8,4,5).

Palavra para o seu coração

Mas aos que sofrem ele os livra em meio ao sofrimento; em sua aflição ele lhes fala.
Se lhe obedecerem e o servirem, serão prósperos até o fim dos seus dias e terão contentamento nos anos que lhes restam.
Ele está atraindo você para longe das mandíbulas da aflição, para um lugar amplo e livre, para o conforto da mesa farta e seleta que você terá.


                    Jó 36.15,11,16

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Ensinemos nossos filhos com persistência


Desse modo vocês, seus filhos e seus netos temerão ao Senhor, o seu Deus, e obedecerão a todos os seus decretos e mandamentos, que eu lhes ordeno, todos os dias da sua vida, para que tenham vida longa.
Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.

           Deuteronômio 6.2,7

Deus atribuiu aos pais à responsabilidade de transmitir aos filhos sua lei. Sem dúvida é um privilégio que requer dedicação, e que dispensemos um tempo diário para falarmos sobre os mandamentos do SENHOR.
Portanto nunca podemos subestimar as ponderações de um pai cristão, nem o poder que emana das intercessões dos pais que rogam a Deus em favor de seus filhos.
Quem é capaz de numerar quantas dessas orações estão sendo atendidas nesse exato momento, em decorrência das reflexões fiéis de pais dedicados, talvez de dez, vinte anos atrás; as vezes estes mesmos pais não viveram para festejar as orações atendidas. Mas Deus ouve os pais que intercedem por seus filhos!
Orar e interceder por nossos filhos é uma nobre missão, mesmo porque eles são nossa responsabilidade perante Deus, que nos confiou a guarda, orientação, educação, cuidados; perante a sociedade na qual estamos inseridos, escola, trabalho, lazer; perante eles mesmos também temos que dar bom exemplo, ser modelo e parâmetro para que possam seguir e se espelhar.
Portanto, se o que desempenhamos nesta sociedade de “fast-food”, rouba-nos o tempo de orar por nossos filhos, estamos nos excedendo, pois nada é mais precioso ou pode substituir, ser mais especial que o tempo que um pai ou mãe dedica para orar, lutar, ponderar, argumentar, solicitar, rogar, interceder a Deus a favor de um filho.
Mesmo que todos digam o contrário, que todos desistam e declarem como “caso perdido”, nunca é tarde demais para o filho que tem devolvido apenas lágrimas, tristezas, constrangimento e dores, tudo é possível para Deus, haverá limites para Deus? Agindo Ele, quem impedirá?
Pensemos na mãe de Jesus que teve forças para vê-lo imerecidamente, injustamente crucificado, todo o sofrimento, vergonha e dor que Ele sofreu, imaginemos o coração de mãe... mas ela pode contemplá-lo depois ressuscitado dos mortos, o que lhe trouxe convicção e certeza da vida eterna.
Ainda que não haja nada que apoie ou nos mostre um sinal do cumprimento de nossas orações, não podemos esmorecer ou deixar de orar, nunca podemos desistir, os filhos são herança do SENHOR e:

"A oração de um justo é poderosa e eficaz" (Tiago 5.16).

Palavra para o seu coração

Cumprirei os votos que te fiz, ó Deus; a ti apresentarei minhas ofertas de gratidão.


                       Salmos 56.12

No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.

                       1 João 4.18