quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Palavra para o seu coração

Vou compensá-los pelos anos de colheitas que os gafanhotos destruíram: o gafanhoto peregrino, o gafanhoto devastador, o gafanhoto devorador e o gafanhoto cortador, o meu grande exército que enviei contra vocês.
Vocês comerão até ficarem satisfeitos, e louvarão o nome do Senhor, o seu Deus, que fez maravilhas em favor de vocês; nunca mais o meu povo será humilhado.


                        Joel 2.25-26

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Reações diante do sofrimento

Na hora do sofrimento, o cristão deveria primeiramente tentar descobrir a possível causa dele. Alguém pode sofrer simplesmente por causa de sua disposição, ou porque o outro não é aquilo que se gostaria que ele fosse. Só quem muda o coração, pensamento, sentimento de alguém é Deus.
Pedro levanta este assunto em sua primeira epístola: “Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus. Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente” (1 Pedro 2.18-19).
O sofrimento é sempre uma moeda com dois lados. Num dos lados, podemos ver o sofrimento como algo permitido por Deus para extrair o melhor de nós. Observe Gênesis 22.1-2, 15-18; Hebreus 11.17. No outro lado, Satanás tenta usar a mesma circunstância, tentação e sofrimento para extrair o pior de nós (Tiago 1.13-14). Por fim, o crente pode reagir à tentação de três maneiras:
1)Desprezá-la, ou seja, tratá-la com indiferença, como fez Esaú com o seu direito de primogenitura (Hebreus 12.5,16).
2)Cair diante dela, ou seja, levá-la a sério demais, sucumbir, fraquejar, desanimar (Hebreus 12.5).
Pedro e Paulo nos recomendam que, durante a tentação, entreguemos nossa dor e sofrimento a Deus, compreendendo que Ele é fiel para fazer com que as coisas contribuam para o nosso bem e para a sua glória (Romanos 8.28; 1 Pedro 4.19). Tiago diz que devemos nos alegrar quando passarmos por momentos sombrios (Tiago 1.2). Em Jeremias 37.15-16 temos exemplos dos sofrimentos em que o profeta foi exposto.
O questionamento sobre o sofrimento talvez seja um dos mais dolorosos enfrentados pelo cristão. Por que um Deus sábio, amoroso, piedoso, misericordioso, SENHOR sobre tudo e sobre todos permite que seus filhos sofram? As Escrituras nos apresentam diversas razões para isso:
1)Para produzir frutos. Se permitirmos que o sofrimento cumpra seu propósito, ele pode produzir perseverança (Hebreus 10.36; Tiago 1.3), alegria (Salmos 30.5; 126.6), conhecimento (Salmos 94.12) e maturidade (1 Pedro 5.10).
2)Para silenciar o diabo. Satanás acusou Jó de servir a Deus apenas por causa das bênçãos materiais. Mas o SENHOR permitiu que Satanás atormentasse Jó para demonstrar que seu servo amava a Deus por aquilo que Ele era, e não por aquilo que recebia Dele (Jó 1.9-12; 2.3-7).
3)Para glorificar a Deus (João 9.1-3; 11.1-4).
4)Para nos lapidar, nos tornar semelhantes a Jesus. “Para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte” (Filipenses 3.10).
5)Para nos ensinar a dependência. Isto é tratado tanto pelo SENHOR Jesus (João 15.1-5) quanto pelo apóstolo Paulo (2 Coríntios 12.1-10).
6)Para purificar nossa vida (Salmos 66.10-12; Provérbios 17.3; 1 Pedro 1.6-7).
7)Para repreender nosso pecado (1 Pedro 2.20; 3.17; 4.15). Como um amoroso pai terreno repreende em amor a seu filho rebelde, assim faz o nosso Pai celestial (Hebreus 12.5-9).
8)Para expandir o nosso ministério aos outros (2 Coríntios 1.3-7). Observa-se que aquele que sofre mais compreende melhor a dor e o sofrimento dos outros.
Deus conhece a cada um de nós e certamente:
“....Deus é fiel; Ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar” (1 Coríntios 10.13 ).


Palavra para o seu coração

Não tenha medo, ó terra; regozije-se e alegre-se. O Senhor tem feito coisas grandiosas!
Não tenham medo, animais do campo, pois as pastagens estão ficando verdes. As árvores estão dando os seus frutos; a figueira e a videira ficam carregadas.


                         Joel 2.21-22

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Os nossos problemas são oportunidades para Deus operar milagres

Algum tempo depois, Ben-Hadade, rei da Síria, mobilizou todo o seu exército e cercou Samaria. O cerco durou tanto e causou tamanha fome que uma cabeça de jumento chegou a valer oitenta peças de prata, e uma caneca de esterco de pomba, cinco peças de prata.
Um dia, quando o rei de Israel inspecionava os muros da cidade, uma mulher gritou para ele: "Socorro, majestade!”
O rei respondeu: "Se o SENHOR não a socorrer, como poderei ajudá-la? Acaso há trigo na eira ou vinho no tanque de prensar uvas? Contudo ele perguntou: Qual é o problema? Ela respondeu: "Esta mulher me disse: Vamos comer o seu filho hoje, e amanhã comeremos o meu. Então cozinhamos o meu filho e o comemos. No dia seguinte eu disse a ela que era a vez de comermos o seu filho, mas ela o havia escondido."
Quando o rei ouviu as palavras da mulher, rasgou as próprias vestes. Como estava sobre os muros, o povo viu que ele estava usando pano de saco por baixo, junto ao corpo. E ele disse: "Deus me castigue com todo o rigor, se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, continuar hoje sobre seus ombros!"
Ora, Eliseu estava sentado em sua casa, reunido com as autoridades de Israel. O rei havia mandado um mensageiro à sua frente, mas, antes que ele chegasse, Eliseu disse às autoridades: "Aquele assassino mandou alguém para cortar-me a cabeça? Quando o mensageiro chegar, fechem a porta e mantenham-na trancada. Vocês não estão ouvindo os passos do seu senhor que vem atrás dele?”
Enquanto ainda lhes falava, o mensageiro chegou. Na mesma hora o rei disse: "Esta desgraça vem do SENHOR. Por que devo ainda ter esperança no SENHOR?”
Eliseu respondeu: Ouçam a palavra do SENHOR! Assim diz o SENHOR: "Amanhã, por volta desta hora, na porta de Samaria, tanto uma medida de farinha como duas medidas de cevada serão vendidas por uma peça de prata".
O Oficial, em cujo braço o rei estava se apoiando, disse ao homem de Deus: "Ainda que o SENHOR abrisse as comportas do céu, será que isso poderia acontecer?”
Mas Eliseu advertiu: "Você o verá com os próprios olhos, mas não comerá coisa alguma!"
Havia quatro leprosos junto à porta da cidade. Eles disseram uns aos outros: "Por que ficar aqui esperando a morte? Se resolvermos entrar na cidade morreremos de fome, mas se ficarmos aqui, também morreremos. Vamos, pois, ao acampamento dos arameus para nos render. Se eles nos pouparem, viveremos; se nos matarem, morreremos."
Ao anoitecer, eles foram ao acampamento dos arameus. Quando chegaram às imediações do acampamento, viram que não havia ninguém ali, pois o SENHOR tinha feito os arameus ouvirem o ruído de um grande exército com cavalos e carros de guerra, de modo que disseram uns aos outros: "Ouçam, o rei de Israel contratou os reis dos hititas e dos egípcios para nos atacarem!" Então, para salvar sua vida, fugiram ao anoitecer, abandonando tendas, cavalos e jumentos, deixando o acampamento como estava.
Tendo chegado às imediações do acampamento, os leprosos entraram numa das tendas. Comeram e beberam, pegaram prata, ouro e roupas e saíram para esconder tudo. Depois voltaram e entraram noutra tenda, pegaram o que quiseram e esconderam isso também.
Então disseram uns aos outros: "Não estamos agindo certo. Este é um dia de boas notícias, e não podemos ficar calados. Se esperamos até o amanhecer, seremos castigados. Vamos imediatamente contar tudo no palácio do rei".
Então foram, chamaram as sentinelas da porta da cidade e lhes contaram: "Entramos no acampamento arameu e não vimos nem ouvimos ninguém.
Havia apenas cavalos e jumentos amarrados, e tendas abandonadas". As sentinelas da porta proclamaram a notícia, e ela foi anunciada dentro do palácio. O rei se levantou de noite e disse aos seus conselheiros: "Eu lhes explicarei o que os arameus planejaram. Como sabem que estamos passando fome, deixaram o acampamento e se esconderam no campo, pensando: "Com certeza eles sairão, e então os pegaremos vivos e entraremos na cidade."
Um de seus conselheiros respondeu: "Manda que alguns homens apanhem cinco dos cavalos que restam na cidade. O destino desses homens será o mesmo de todos os israelitas que ficarem, sim, como toda esta multidão condenada. Por isso vamos enviá-los para descobrir o que aconteceu".
Assim que prepararam dois carros de guerra com seus cavalos, o rei os enviou atrás do exército arameu, ordenando aos condutores:
"Vão e descubram o que aconteceu". Eles seguiram as pegadas do exército até o Jordão e encontraram todo o caminho cheio de roupas e armas que os arameus haviam deixado para trás enquanto fugiam. Os mensageiros voltaram e relataram tudo ao rei.
Então o povo saiu e saqueou o acampamento dos arameus. Assim, tanto uma medida de farinha como duas medidas de cevada passaram a ser vendidas por uma peça de prata, conforme o SENHOR tinha dito.
Ora, o rei havia posto o oficial em cujo braço tinha se apoiado como encarregado da porta da cidade, mas quando o povo saiu, atropelou-o junto à porta, e ele morreu, conforme o homem de Deus havia predito quando o rei foi à sua casa. Aconteceu conforme o homem de Deus dissera ao rei: "Amanhã, por volta desta hora, na porta de Samaria, tanto uma medida de farinha como duas medidas de cevada serão vendidas por uma peça de prata".
O oficial tinha contestado o homem de Deus perguntando: "Ainda que o SENHOR abrisse as comportas do céu, será que isso poderia acontecer?" O homem de Deus havia respondido: "Você verá com os próprios olhos, mas não comerá coisa alguma!" E foi exatamente isso que lhe aconteceu, pois o povo o pisoteou junto à porta da cidade, e ele morreu.
                             2 Reis 6.24—7.20

A Palavra de Deus está repleta de promessas, as quais só se realizam por intervenção divina, Ele quer que experimentemos eventos miraculosos em nosso cotidiano, servimos a um Deus de milagres!
Os acontecimentos observados na vida de Eliseu, dos filhos de Israel e dos quatro leprosos citados no texto em estudo caracterizam um Deus de milagres. Era um tempo de desespero — ou um tempo de milagres. Nada que pudesse ser feito por meios humanos poderia mudar a situação. Os israelitas precisavam de um milagre de Deus porque as suas adversidades eram grandes demais para eles superarem.
O rei da Síria foi a Samaria e cercou a cidade até que houvesse grande fome. Coisas absurdas começaram a acontecer. As pessoas começaram a fazer o que normalmente não fariam e a comer coisas que em outras circunstâncias não comeriam, por causa do desespero. A fome, o medo, a frustração e o desespero levaram-nas a apelar para práticas desumanas, no instinto de sobrevivência.     
O rei de Israel soube que as mães estavam cozinhando e comendo os próprios filhos e que outros estavam morrendo de fome. Ele ficou tão irado diante da situação que começou a fazer acusações contra Deus e contra o profeta Eliseu. As circunstancias eram tão avassaladoras que ele se esqueceu de todos os milagres que Deus efetuara a favor da nação de Israel ao libertá-la do cativeiro do Egito.
O rei mantinha os olhos fixos nas terríveis circunstâncias e no tamanho da necessidade de sua nação, em vez de olhar para a GRANDEZA DE DEUS!
E, quanto mais ele fixava os olhos nas tragédias ao redor, mais irado ficava com o profeta de Deus. Ele começou a acusar Eliseu e a culpar Deus pela fome e mandou um mensageiro para matar Eliseu.
O profeta estava não apenas sujeito a uma possível morte pela fome, como também corria o risco de morrer pelas mãos do mensageiro do rei.
Como Eliseu reagiu diante dessas ameaças contra a sua vida? Os seus olhos não estavam fixos nas circunstâncias, mas no Deus dos milagres, que ele vira em ação tantas vezes. Ele sabia que Deus faria o mesmo por ele.
Eliseu não apontou o dedo para Deus, perguntando por que Ele havia permitido aquela situação. Em vez disso, de sua boca saiu uma palavra profética, e Deus colocou em ação os eventos que trariam o milagre de que ele precisava.
Eliseu não entrou em pânico. Ele não estava com medo, porque conhecia o Deus de milagres. Os olhos do profeta estavam no Senhor e na palavra que Ele enviara por seu intermédio. A profecia previa uma bênção sobre o povo de Deus: em 24 horas, Deus interviria sobrenaturalmente nas circunstâncias deles. Era a hora do milagre!
Contudo, a palavra profética foi recebida com incredulidade e escárnio! O "braço-direito" do rei contestou Eliseu, zombou do profeta e duvidou, porque a cidade estava cercada pela Síria fazia muito tempo. Não havia maneira humanamente possível de aquela promessa se cumprir.
Eliseu não se deixou abater pela zombaria daquele homem. Ele não discutiu. Disse simplesmente: "Você o verá com os próprios olhos, mas não comerá coisa alguma!".
O profeta foi capaz de encarar a morte e transmitir corajosamente a mensagem de Deus. Ele sabia que Satanás estava tentando usar as circunstâncias para derrotá-lo. Mais importante, porém, foi saber que Deus transformaria essas mesmas circunstâncias e as usaria a seu favor. As circunstâncias trágicas foram apenas mais uma oportunidade para Deus efetuar um milagre!
Deus recompensou a fé de Eliseu. Ele supriu o profeta no auge de sua necessidade. O Deus onisciente e todo-poderoso sabia que a palavra comunicada pelo seu profeta mudaria as circunstâncias — salvaria a vida de Eliseu e de todos os que passavam fome em Samaria.
Lembre-se: a Palavra de Deus sempre é revelada para desafiar as nossas circunstâncias. Não há problema que a fé e a lealdade à Palavra de Deus não resolva. O cerco de Samaria e a fome que os israelitas enfrentavam foram oportunidades para Deus intervir, para que Ele mostrasse o seu poder e atendesse às necessidades do povo. Em outras palavras, Deus foi glorificado por meio das circunstâncias vividas pelo seu povo.
As palavras provenientes de Deus e proferidas por Eliseu desafiaram as circunstâncias. Elas não estavam baseadas na suposição, na esperança ou na intuição de Eliseu, tampouco em qualquer habilidade humana. A mensagem não se baseava em nada que Eliseu tivesse visto com os olhos naturais. As circunstâncias ainda eram as mesmas, as pessoas estavam morrendo de fome.
Eliseu proferiu aquelas palavras baseado em sua confiança no Deus de milagres. Ele sabia que aconteceria tudo que Deus havia prometido. Não havia dúvida nem hesitação, apenas fé em Deus. As palavras tinham poder suficiente em si mesmas para produzir o milagre de que eles precisavam - eram palavras de Deus.
Porém, A FÉ É UM FATO, MAS TAMBÉM ATO! O principal ingrediente, que trouxe o milagre, não foi apenas a grande fé de Eliseu, e sim as palavras respaldadas pela intrepidez do profeta ao proferi-las. Eliseu teve de agir, ou seja, declarar as promessas ANTES que ele enxergasse qualquer manifestação visível de seu cumprimento.
E, exatamente como Deus prometeu, no dia seguinte, "tanto uma medida de farinha como duas medidas de cevada passaram a ser vendidas por uma peça de prata, conforme o SENHOR tinha dito" (7.16).

Assim como as palavras da parte de Deus foram declaradas para ir ao encontro das necessidades do povo de Samaria, a Palavra de Deus está repleta de promessas para nos. Não importa quão dolorosa ou insolúvel a situação pareça, existe uma palavra de Deus que irá ao encontro de nossa necessidade. Ele é fiel e cumpridor de suas promessas.

Palavra para o seu coração

Então o Senhor mostrou zelo por sua terra e teve piedade do seu povo.
O Senhor respondeu ao seu povo: Estou lhes enviando trigo, vinho novo e azeite, o suficiente para satisfazê-los plenamente; nunca mais farei de vocês motivo de zombaria para as nações.


                      Joel 2.18-19

sábado, 13 de dezembro de 2014

Confiança incondicional em Deus

Havia se passado aproximadamente dois anos, desde a partida dos israelitas do Egito. Nesse período, no monte Sinai, Deus lhes dera o Tabernáculo, as leis cerimoniais e rituais e as instruções para a viagem. Então rumaram para o deserto de Parã com destino à Terra Prometida. Ao se depararem com muitas dificuldades, esqueceram-se da provisão, proteção e cuidados de Deus, a fé foi sufocada e naufragou no mar de problemas, dúvidas, temores, insegurança e incerteza; puseram-se a amaldiçoar, murmurar e a reclamar. O SENHOR os puniu pela falta de fé.  
Demonstramos a mesma falta de fé quando achamos que podemos fazer tanto (ou mais) quanto ao Deus Todo Poderoso; quando concluímos que o “nosso muito saber”, “nosso muito esforço”, “nossa dedicação”, “nossa performance”, nos conduziu ao pódio da vitória, nos levou a “ganhar almas” para Deus...
Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes (Tiago 1.17).
Teus, ó Senhor, são a grandeza, o poder, a glória, a majestade e o esplendor, pois tudo o que há nos céus e na terra é teu. Teu, ó Senhor, é o reino; tu estás acima de tudo. A riqueza e a honra vêm de ti; tu dominas sobre todas as coisas. Nas tuas mãos estão a força e o poder para exaltar e dar força a todos (1 Crônicas 29.11-12).
A isso João respondeu: "Uma pessoa só pode receber o que lhe é dado do céu (João 3.27).
A nossa falta de fé demonstra nossa imaturidade espiritual, o quanto desconhecemos e ignoramos a grandeza, a dimensão de nosso Deus diante de nossa pequenez, insegurança, desconfiança do poder e capacidade Dele, e isto O entristece terrivelmente, fere, magoa o seu amoroso coração de zeloso Pai.
Olhamos o saldo de nossa conta corrente e se está positivo dizemos: “Em Deus confiamos”. Confiar Nele para o que exatamente? Guardar-nos dos assaltos? Fazer-nos prósperos? Manter nossa posição de poderio e liderança sobre os outros mortais? Os soldados revolucionários costumavam dizer: “Confie em Deus, mas mantenha sua pólvora seca”. Hoje, como nação, estamos mais autoconfiantes (ao mantermos seca a nossa pólvora), que confiados em Deus. É desta maneira que confiamos Nele?
Nosso Deus é digno de nossa confiança? Em tempos de angústia e necessidade, nas tormentas e tempestades, nos momentos de desespero e aflição podemos contar com Ele? Ele tem estrutura para cumprir o que promete? Temos base sólida para crermos e descansarmos em suas promessas? Ele cumpre com sua Palavra? Corremos o risco de sermos esquecidos ou estarmos fora de seu alcance em algum momento? Há algum fator limitante para o nosso Deus?  Alguma força ou poder capaz de contê-lo, atrasá-lo, detê-lo ou impedi-lo de atuar? Haveria algo capaz de surpreendê-lo ou admirá-lo, amedrontá-lo, enganá-lo, confundi-lo ou assustá-lo? 

“Ai daquele que contende com seu Criador, daquele que não passa de um caco entre os cacos no chão. Acaso o barro pode dizer ao oleiro: O que você está fazendo? Será que a obra que você faz pode dizer: Ele não tem mãos?” (Isaías 45.9).
"Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno"(Mateus 10.28).
"Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados"(Mateus 10.30).

Podemos seguramente confiar e descansar em nosso Deus, Ele é SENHOR sobre tudo e sobre todos, nenhum poder ou autoridade pode contender ou sobrepor a Ele, embora na maioria das vezes podemos não ter uma evidência da sua presença e poder, sabemos que Ele está no controle e nada escapa do seu olhar. Oremos para que nos dê sabedoria para Nele descansar e confiar em todas as circunstâncias que atravessarmos, pois só Ele pode todas as coisas.

Palavra para o seu coração

Quem é sábio? Aquele que considerar essas coisas. Quem tem discernimento? Aquele que as compreender. Os caminhos do Senhor são justos; os justos andam neles, mas os rebeldes neles tropeçam.


                     Oséias 14.9