quarta-feira, 7 de maio de 2025

O exemplo de Caim

 

Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas.


                                      1João 3.12


A história de Caim está registrada em Gênesis 4. Precisamos recordá-la para compreender por que ele é citado no versículo em destaque. Adão e Eva, seus pais, desobedeceram a Deus e foram expulsos do Jardim do Éden, passando a viver num ambiente hostil. A terra produzia espinhos e ervas daninhas de toda espécie, e só com muito suor conseguiam o alimento diário. Nesse contexto de sofrimento nasceu Caim, seu primeiro filho. Ele ficou conhecido por ser fratricida: matou o seu irmão Abel. Ambos os irmãos prestavam culto a Deus. Contudo, a amargura se apossou de tal forma de Caim que, mesmo alertado por Deus para que a dominasse, não resistiu. Era religioso e ao mesmo tempo rebelde.

No evangelho de Judas 1.11-13, ele se refere a pessoas como Caim, com aparência de religiosas, mas que na verdade não servem a Deus. São falsos mestres, que enganam muitos usando a própria Bíblia. Como Caim, deixaram-se dominar pela maldade e causam estragos por onde passam. Lamentavelmente, este é o retrato da nossa humanidade atual. Vivemos numa sociedade religiosa e violenta ao mesmo tempo, que desagrada a Deus constantemente e é capaz das piores atrocidades, sem quaisquer temor ou arrependimento.

Tanto Judas como João nos alertam sobre Caim, como um exemplo a não ser seguido. E somente entregando nossa vida a Cristo no novo nascimento, e sendo transformados pela santificação, podemos agradar a Deus. Isso inclui uma mudança interior, que atinja todos os nossos sentimentos, postura e atitudes. Então, não sigamos o caminho de Caim e dos falsos mestres, que achavam que uma aparência religiosa já é suficiente. Busquemos a Deus e permitamos que Ele transforme a nossa vida! Sejamos Cuidadosos com a amargura: não há limites para os males que ela pode causar.

Palavra para o seu coração

 

Talvez Deus se arrependa e abandone a sua ira, e não sejamos destruídos.

 

                                      Jonas 3.9

 

O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.

 

                                      2 Pedro 3.9

terça-feira, 6 de maio de 2025

Sem estresse

 

De fato, acalmei e tranqüilizei a minha alma. Sou como uma criança recém-amamentada por sua mãe; a minha alma é como esta criança.


                                     Salmos 131.2


Não sejamos ansiosos! O versículo em destaque demonstra um homem com a alma descansada e tranqüila. Não que Davi, seu autor, estivesse imune a desafios e problemas como rei de Israel. Significa que mesmo diante de tantas responsabilidades, aprendeu a sossegar. Ele compreendeu que alguns problemas são resolvidos, outros não. E a vida continua apesar disso; entendeu ser necessário sossegar a alma como criança recém-amamentada. Uma criança recém-amamentada exala tranqüilidade, o mundo pode desabar à sua volta, que ela não se preocupa, seu estômago já está cheio, quer apenas repousar nos braços da mãe. É esta atitude que Deus espera de nós, quando nada mais pode ser feito. É o momento de confiar e descansar Nele.

Mas vivemos em uma sociedade agitada, caótica, inquieta, tensa, nervosa e até mesmo neurótica. E tudo isso nos conduz à ansiedade e ao estresse, que podem estar presente em quase todos os lugares: no trabalho, em casa, na igreja. Difícil não ser ansioso em um mundo que se interessa apenas por resultados, soluções, números, produção, sucesso e lucro a qualquer preço.

Contudo, por incrível que pareça, onde há trabalho, esforço e dedicação também pode haver paz. Na verdade, não é preciso abrir mão das responsabilidades, mas entender que acima de todas elas o SENHOR Jesus é o Príncipe da Paz. Sua paz é diferente daquela oferecida nas esquinas da vida: não provém de um mundo violentamente competitivo, vem da sabedoria divina, será sempre um porto seguro na tempestade: "Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo" (João 14.27).

Precisamos compreender que a fé, a obediência à Palavra de Deus, a comunhão com o Espírito Santo e com irmãos geram um poderoso instrumento, um antídoto para enfrentar os desafios diários: a confiança. A vida com Deus é dinâmica porque nos prepara contra o desânimo, o desprezo e a falta de vontade de viver. Por isso, nada de estresse ou ansiedade, pois, viver com Deus, significa viver de verdade!

Palavra para o seu coração

 

O temor do Senhor ensina a sabedoria, e a humildade antecede a honra.

 

                                      Provérbios 15.33

 

Quem pensa conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria. Mas quem ama a Deus, este é conhecido por Deus.

 

                                      1 Coríntios 8.2,3

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Jamais esquecer

 

Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de Davi , conforme o meu evangelho.


                                      2Timóteo 2.8


Para alguns de nós, é normal esquecer alguma coisa ao sairmos de casa. Desagradável é quando não conseguimos lembrar do que exatamente esquecemos! Então ficamos com aquela sensação de que esquecemos alguma coisa - e às vezes, até voltamos para casa, para tentar lembrar o que está faltando.

Encontramos na Bíblia muitas coisas que não podemos esquecer ou deixar de lado como se não tivessem importância:

- Não podemos esquecer a necessidade de demonstrar constantemente o amor fraternal. Significa que não podemos apenas amar quem nos interessa, mas a todos, e também que é preciso ter cuidado com as pessoas com as quais nos relacionamos;

- Também não devemos negligenciar a hospitalidade. Ajudar os outros em suas necessidades deve fazer parte do hábito cristão saudável;

- Precisamos nos lembrar dos encarcerados e mal tratados. Em vez de julgar, condenar, discriminar os presos, precisamos agir com empatia, lembrar deles como se estivéssemos aprisionados também, sentindo um pouco de sua dor, compadecendo-nos deles;

- Não podemos esquecer que o casamento deve ser honrado por todos;

- O dinheiro não pode ser amado - devemos contentar-nos com o que já temos;

- Os ensinamentos estranhos sobre Deus, não devem nos persuadir. Precisamos imitar a fé daqueles que nos ensinaram a verdade.

- Como diz o versículo em destaque, lembrarmos do SENHOR Jesus, que não muda, e de Sua Palavra que conforta e instrui nossas vidas. Enfim, lembrarmos do que é mais importante e fundamental! Exercitar nossa memória. Fato é, que quem ama a Deus não esquece o que Ele diz.


Palavra para o seu coração

 

Moisés, porém, respondeu a Deus: Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito?

Deus afirmou: "Eu estarei com você. Esta é a prova de que sou eu quem o envia: quando você tirar o povo do Egito, vocês prestarão culto a Deus neste monte".

 

                                     Êxodo 3.11,12

 

Mas ele me disse: "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.

 

                                     2 Coríntios 12.9

domingo, 4 de maio de 2025

Pequeninos

 

Que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso SENHOR Jesus Cristo.


                                     Gálatas 6.14


Ao atertarmos para a história da vida de Jó, podemos perceber que apesar de ser um homem justo, ele perdeu tudo o que tinha e passou a discorrer com seus "amigos" sobre o porquê de seu sofrimento. Eles diziam que Jó tinha pecado, mas este afirmava ser um homem bom e suficientemente religioso para não merecer tamanha injustiça. Tentou se justificar perante Deus e apresentar o melhor modo de conduzir a situação.

E muitas das vezes nós também agimos como ele: adoramos a Deus dizendo que Ele é soberano, mas ainda tentamos convencê-Lo de que nosso jeito de resolver as coisas é melhor que o Dele - como se Deus tivesse de nos obedecer, e não o contrário. No caso de Jó, o próprio Deus falou com ele, o que deve tê-lo deixado pasmo e envergonhado, sem saber o que dizer. Não há como argumentar com o Criador de todas as coisas. E assim, ele percebeu seu erro e sentiu-se pequeno, fraco e limitado.

Outros tiveram a mesma experiência: Isaías (Isaías 6.5), Paulo (Atos 9.3-5) e João (Apocalípse 1.17). Diante de Deus, percebemos o quanto somos pequeninos, frágeis, débeis, miseráveis, dependentes, vulneráveis. E quanto mais O conhecemos, mais nos sentimos insignificantes. Contemplando o Santo, enxergamos nossa impureza; admirando Sua grandiosidade, percebemos o quanto somos pequenos; Sua perfeição contrasta com nossas falhas.

Antes, éramos satisfeitos, presunçosos e orgulhosos; agora nos menosprezamos por sermos fracos, incapazes e tão imperfeitos. Inacreditavelmente, Deus nos ama como somos e não nos deixa prostrados, com vergonha de tudo o que fizemos. Segurando nossa mão, Elenos ajuda a levantar e a prosseguir nosso caminho, seguros de Seu amor incondicional por nós - apesar de nada merecermos. Precisamos compreender quem realmente somos para adorá-Lo e amá-Lo ainda mais por quem Ele é. Além disso, podemos amar, perdoar e compreender as outras pessoas, tão falhas e incapazes quanto nós mesmos. Diante de Deus, compreendemos quem somos realmente; e Ele nos ama ainda assim!