quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Sob intensa pressão


...foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e, sim, no Deus que ressuscita os mortos.

                                 2 Coríntios 1.8,9

Sob a pressão das adversidades, no calor das atribulações e dificuldades passamos a atribuir um valor maior à vida. Podemos observar, toda vez que escapamos "por um triz", após uma grande aflição, quando retorna a alegria da vida, é como um novo recomeço, uma nova oportunidade. Passamos a discernir melhor o sabor e o valor da vida que nos é dada e conseqüentemente a aplicá-la melhor, com mais eficácia para Deus e para a humanidade.
Se bem pensarmos, a pressão auxilia-nos a entender as lutas e provações alheias e prepara-nos, capacita-nos a compreende-los e ajudá-los de maneira mais eficiente.
Muitos de nós, ainda rasos no entendimento espiritual, de forma superficial e leviana lançamos mão de uma doutrina ou promessa e falamos e julgamos impensadamente, a falta de confiança e fragilidade dos que recuam temerosos, ante as aflições e os embates que os açoitam impiedosamente. Mas, aquele que já sofreu muito, não age assim, não faz isso; pelo contrário, ele possui brandura, temperança, temor e suavidade, e bem sabe o que é sofrer, temer e fraquejar diante das intempéries da vida.
As situações difíceis e a nós insolúveis, as duras provas expõe as nossas fragilidades e quão vulneráveis somos, e são fundamentais para nos impelir para a frente. Nos ensina e impulsiona a reagir, assim como a fornalha no porão de um antigo navio, a qual produz a energia necessária para mover o pistão, que impulsiona o motor e impele a gigantesca embarcação através dos mares, soberana cortando os ventos e as fortes ondas.
Dá-nos SENHOR, coração puro, sensível, solícito...
Como O Seu, SENHOR.
Para discernir, compreender, sentir e nos compadecer
pela dor que acomete e aflige aos nossos irmãos!

"Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto" (Salmos 51.10).

Palavra para o seu coração

Verdadeiramente tu és um Deus que se esconde, ó Deus e Salvador de Israel.

                                        Isaías 45.15

Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido.


                                        João 1.18

terça-feira, 14 de novembro de 2017

A inveja


Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, ... não em desavença e inveja.

                                 Romanos 13.13

O benjamita Seba convocou os israelitas a segui-lo numa rebelião contra Davi. Mas o rei Davi após frustrar a rebelião do filho Absalão; também pôs abaixo, tornando infrutífero o movimento desse invejoso inimigo.
Talvez por inveja, a casa de Benjamim fora rival de Davi desde que ele se tornara rei de Israel – o ciúme e a amargura antiga incitaram Seba a rebelar contra o rei. Certamente esperava com isto, tomar a monarquia pela força, entregando o poder e o domínio à casa de Benjamim.
Entretanto a amargura, o ressentimento, a inveja nunca foram uma bom escape; a traição, ira, conspiração, auto piedade são sentimentos menores, mas que sobrecarregam a alma e bloqueiam a visão para as melhores perspectivas.
Podemos sempre optar entre acorrentar-nos à mágoa e ao amargo ressentimento, à semelhança de alguns; ou deixarmos de lado as feridas, intrigas, picuinhas, antes que se tornem ódio – como nódoa incrustada na alma que é difícil a remoção.
Podemos optar ir à festa, estar entre os felizes convidados numa atmosfera de contagiante alegria – ainda há um lugar reservado para nós, um talher sobre a mesa, com o nome demarcando o espaço designado para ocuparmos. Se realmente somos filhos de Deus, ninguém pode roubar-nos a filiação.
A maneira precisa do SENHOR lidar com o nosso coração amargo e frustrado, é fazer-nos recordar que aquilo que possuímos é infinitamente maior e mais importante do que o que nos falta. Mesmo que a nossa carência atinja ao nível do constrangimento, ainda nos resta o relacionamento com o Soberano – e ninguém pode destituir-nos disto.

"Compreendendo o tempo em que vivemos. Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos. A noite está quase acabando; o dia logo vem. Portanto, deixemos de lado as obras das trevas e vistamo-nos a armadura da luz" (Romanos 13.11,12).
"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade" (1 Coríntios 13.4-6).

Palavra para o seu coração

O Senhor conhece os pensamentos do homem, e sabe como são fúteis.

                                        Salmos 94.11

Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.


                                        Gálatas 6.3

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Como nos dias de Noé


Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem.

                                      Mateus 24.37

Lá no Livro de Mateus, o Mestre e SENHOR Jesus nos dá uma pista sobre como percebermos o final dos tempos: "Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai" (Mateus 24.36). Mas Ele afirma: "Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem" (Mateus 24.37).
Resta atentamente observarmos que características marcaram os dias de Noé.
Gênesis nos conta que - "O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal. Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra; e isso cortou-lhe o coração" (Gênesis 6.5,6).
Se pela manhã ligarmos a Tv no jornal matinal ou se abrirmos nosso jornal sobre a mesa do café da manhã, certamente perderemos a disposição para o desjejum, pois estaremos vendo sobre assassinatos, violência desmedida, corrupção governamental, sequestros, assaltos, estelionatos, abuso de cônjuges, abuso infantil, licenciosidade, lascívia, luxúria, libertinagem, adultério, fornicação, tráfico de drogas, pornografia, homossexualidade... Como se tudo isso fosse o mais natural e corriqueiro possível.
Há alguma semelhança ou algo em comum entre a nossa geração e a de Noé? Pois é... tudo leva a crer que somos verdadeiramente a última geração.

"Nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder" (2 Timóteo 3.1-5).

Palavra para o seu coração

Por isso os israelitas serão abandonados até que dê à luz a que está em trabalho de parto. Então o restante dos irmãos do governante voltarão para unir-se aos israelitas.

                                   Miqueias 5.3

Então ouvi uma forte voz do céu que dizia: Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite.


                                   Apocalipse 12.10

domingo, 12 de novembro de 2017

Legalismo ou graça


Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz,

                           Colossenses 2.13,14

Em síntese todas as religiões podem ser fracionadas por dois seguimentos: legalismo ou graça – ou se baseiam na ação divina ou nos feitos humanos – a redenção como compensação por nossas atitudes e escolhas ou redenção por meio da morte sacrificial de Cristo.
No fundo, os legalistas crêem que a grande energia que impulsiona à redenção é ele próprio – basta simplesmente que faça certas coisas, evite outras, tenha a aparência adequada de piedade, escolha e pronuncie as palavras certas, freqüente os locais ideais, se inscreva e se ingresse no grupo correto, na área acertadamente designada; e isso já o credencia à salvação. E então a responsabilidade não está a cargo nem sobre os ombros de Deus e sim sobre o seu próprio encargo e risco.
Conseqüentemente, temos o sepulcro caiado; observamos que a parte externa vai resplandecer, com aparência de piedade – a conversa, o diálogo é agradável e os passos são corretos na maioria das vezes. Porém, se examinarmos mais atentamente, ouvirmos cuidadosamente; veremos que isso não é tudo, há algo faltando, existe uma carência: - espontaneidade, paz de espírito, alegria real, autenticidade. E ao contrário disso, há uma constante cobrança de si mesmo pela perfeição, em busca de atingir a excelência, uma arrogância de crer ter feio o suficiente ou a sensação de fracasso por não ter atingido o padrão estipulado.
A jornada espiritual, nossa trajetória rumo à salvação, não é um empreendimento compatível com a sapiência ou a capacitação humana – ela é alçada do Espírito Santo, só Ele nos convence do pecado, da justiça e do juízo; só Ele pode conduzi-la a bom termo – cada obra de fé é arquitetada, orquestrada e guiada por Deus. Se houvesse condição no homem para salvar a si próprio, o sacrifício do Filho de Deus seria desnecessário.
É bom estarmos cientes de que quando trocamos a ação do Espírito Santo pelas regras do legalismo, há um preço – estaremos sacrificando a nossa paz, alegria e espontaneidade. Pois quando Deus não é a motivação da nossa fé, temos nós mesmos que carregar a cruz que Jesus já carregou em nosso lugar.
"Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado.
Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo.
Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras:
"Não manuseie"! "Não prove"!  "Não toque"!?
Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos.
Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne"

(Colossenses 2.16,17,20-23).