Para quem tem fome até o amargo é doce.
Provérbios 27.7
"Não terá outros deuses diante de mim... "(Êxodo 20.3).
"Ouça, meu povo, as minhas advertências; se tão-somente você me escutasse, ó Israel! Não tenha deus estrangeiro no seu meio; não se incline perante nenhum deus estranho. Eu sou o SENHOR, o seu Deus, que o tirei da terra do Egito" (Salmos 81.8-10a).
Apesar dos muitos avisos, advertências e alertas, Israel abusou dos seus privilégios e rejeitou a voz dos profetas, vivendo em flagrante desobediência a fim de se parecer com os outros povos.
De Deus não se zomba, quando Seu povo desobedece, não é isento das consequências só por ter o privilégio desse nome. Então, para ensiná-los as consequências da rebelde idolatria, Deus permitiu que a Babilônia os levasse cativos por 70 anos.
Ao lermos Salmos 81.8-16 vemos o lamento de Deus, entristecido com a teimosia do Seu povo, e como o Seu intento era abençoá-los com as Suas ricas dádivas: "Mas eu sustentaria Israel com o melhor trigo, e com o mel da rocha eu o satisfaria" (Salmos 81.16).
Os duros anos no exílio imprimiu no povo um profundo desejo de voltar à sua terra, e milhares retornaram, mas com o aviso: "...o SENHOR promete paz ao seu povo, aos seus fiéis, desde que eles não voltem à insensatez"! (Salmos 85.8). Sua loucura foi a recusa em ouvir atentamente a Palavra de Deus, mas depois do sofrimento do exílio, já com fome de Deus, sua nova atitude era como o mel saído da pedra dura das lembranças do cativeiro.
E assim como diz o versículo em destaque, o amargo tornou-se em doçura, porque despertou neles a carência e a necessidade de satisfazer a fome de Deus. Como vemos também em Lucas 15, quando o filho pródigo retornou a seu lar, tudo que antes repudiara agora tinha valor aos seus olhos.
Fato é que podemos nos transformar pela mudança de atitude, se permitirmos que as amarguras da nossa vida nos levem de volta a Deus, certamente brotará doçura dessa nova vida. Sim, pois a reconciliação com Deus torna doce até mesmo a nossa amargura.
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