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o SENHOR é Deus em cima nos céus e embaixo na terra. Não há nenhum outro.
Deuteronômio
4.39
A
oração do Pai Nosso inicia-se com a frase: "Pai nosso que estás nos Céus". Para
nós hoje, é difícil entendermos quão polêmica e radical era uma afirmação
como esta, para a mentalidade de um homem comum nos dias do Mestre Jesus.
Sim,
pois as pessoas religiosas daquele tempo, tinham uma reverência e um temor tão
grande por Deus, que nem podiam pronunciar sequer o Seu Nome. Quando o SENHOR
Jesus diz "Vocês, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o
teu nome" (Mateus 6.9), isso deve ter soado como uma blasfêmia, uma descabida afronta.
Entretanto,
algo significativo estava acontecendo. Com isso o SENHOR Jesus estabelecia uma
nova abordagem, uma Nova Aliança. Ela seria completa com Sua morte na cruz e Sua
ressurreição. Antes da chegada de Cristo, as pessoas de Deus, para chegarem a Ele,
precisavam passar pelo sumo sacerdote. Que era seu representante, seu intercessor,
quem ia diante de Deus uma vez por ano, no Dia da Expiação (ou Dia do Perdão) e
oferecia um sacrifício animal. Lá, ele simbolicamente colocava os pecados da
nação em um animal, um bode expiatório que seria morto, sacrificado no lugar do
pecador.
Os
Israelitas não poderiam simplesmente ir à presença de Deus e ter acesso
ilimitado a Ele. Eles não podiam conhece-Lo de uma forma pessoal e íntima, como
é possível hoje.
Até
então, eles não sabiam que o SENHOR Jesus, seria a Porta, o Novo Caminho, abriria
uma nova forma de nos aproximarmos de Deus. Só depois que o SENHOR Jesus ressuscitou,
e disse para Maria Madalena: "[...] Vá, porém, a meus irmãos e diga-lhes:
Estou voltando para meu Pai e Pai de vocês, para meu Deus e Deus de vocês"
(João 20.17). Agora sim, todos podemos conscientemente orar a Deus, como o Pai
Nosso que está no Céu.