quinta-feira, 21 de julho de 2016

Armas poderosas contra Satanás


Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. O tentador aproximou-se dele e disse: Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.
Jesus respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
Então o Diabo o levou a cidade santa, colocou-o na parte mais alta do templo e lhe disse: Se és o Filho de Deus, joga-te daqui para baixo. Pois está escrito: Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra. Jesus lhe respondeu: Também está escrito: Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus.
Depois, o Diabo o levou a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor. E lhe disse: Tudo isto te darei, se te prostrares e me adorares. Jesus lhe disse: Retire-se, Satanás! Pois está escrito: Adore o Senhor, o seu Deus, só a ele preste culto.

                                      Mateus 4.1-10

Como um guerreiro poderoso que enfrenta o inimigo em combate, Jesus lutou bravamente contra Satanás. As poderosas palavras que proferiu eram armas terríveis, que acertaram o alvo e repeliram Satanás.
Um dos maiores embates entre Jesus e o Diabo ocorreu no início do Seu ministério. Nessa batalha, registrada em Mateus quatro, Jesus nos mostra como enfrentar Satanás em cada provação, tentação ou ataque e como obter a vitória completa.
Após o batismo no rio Jordão, Jesus foi levado pelo Espírito até o deserto, onde passou quarenta dias orando e jejuando em comunhão com Deus, buscando direcionamento divino e preparando-se para a obra que fora chamado a realizar. Durante esse período no deserto, Satanás apareceu para enfrentá-lo. Não sabemos exatamente como isso ocorreu, mas é certo que o Diabo reconheceu Jesus. Ali, diante dele, em forma humana, estava o Filho do Deus Todo-Poderoso, que estivera com o Criador desde o principio e assistira a cena em que Satanás fora expulso do céu.
O Diabo sabia que Jesus fora enviado e comissionado por Deus para derrotá-lo. Portanto tentaria por todas as maneiras detê-Lo, impedindo-O de cumprir a vontade do Pai.
Jesus sabia quem era Satanás e por que ele estava ali, sabia que o seu adversário era enganador e mentiroso e que viera para tentá-lo a pecar contra Deus. Não foi um encontro casual, e Jesus não foi apanhado de surpresa, Ele estava preparado. Sabia que era o Filho de Deus e tinha certeza de que fora chamado para derrotar Satanás. Cristo estava convicto de que fora ungido com o poder do Espírito Santo, estava ciente de que possuía poder e autoridade do Deus Todo-Poderoso e que todo o céu O apoiava. "Até aos espíritos imundos ele dá ordens com autoridade e poder, e eles saem!" (Lucas 4.36).
O termo grego traduzido como "autoridade" significa "exercer poder". "Poder" vem do vocábulo grego "dunamis", que representa o poder miraculoso de Deus. Juntas, essas palavras transmitem a ideia de "direito de exercer o poder miraculoso de Deus".
Satanás atacou Jesus três vezes, tentando-O a pecar contra o Pai, em todas elas, Jesus exerceu a Sua autoridade sobre o Diabo, declarando a Palavra de Deus. Inicialmente, por saber que Jesus estava faminto, Satanás desafiou-O a provar que era o Filho de Deus, e transformar uma pedra em pão. Mas seu intento foi frustrado, Jesus o rebateu precisamente com um golpe certeiro.
Novamente o Diabo desafiou a Jesus, agora para que se lançasse do pináculo do Templo, para que os anjos O socorressem provando assim que era o Filho de Deus. Cristo mais uma vez o repeliu e desarmou-o.
Sem se dar por vencido, em uma última tentativa, Satanás prometeu dar a Jesus todos os reinos do mundo, se prostrado Se curvasse e o adorasse, tentando seduzi-Lo pelo poder. Cristo sabia que o Diabo é mentiroso e enganador. Assim, colocou-o em seu devido lugar e novamente o repreendeu e o expulsou: "Retire-se, Satanás! Pois está escrito: Adore o SENHOR, o seu Deus, e só a Ele preste culto" (v.10).
Por Jesus ter declarado a Palavra de Deus com conhecimento, precisão e autoridade o Diabo foi obrigado a fugir e bater em retirada.

"Embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus", (2 Coríntios 10.3-5).

Palavra para o seu coração

Até quando o adversário irá zombar, ó Deus? Será que o inimigo blasfemará o teu nome para sempre?

                                      Salmos 74.10


Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente.


                                      Atos 4.29

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Laços de Ternura


- Por que achei favor a seus olhos, a ponto de o senhor se importar comigo, uma estrangeira?
- O Senhor lhe retribua o que você tem feito! Que você seja ricamente recompensada pelo Senhor, o Deus de Israel, sob cujas asas você veio buscar refúgio! 

                              Rute 2.10,12

Deus recompensou grandemente a lealdade de Rute à sogra Noemi. Apesar das dificuldades que lhes sobrevieram e que sofreram, ela se propôs a não abandonar a idosa mulher e acompanha-la e apoia-la até o fim de seus dias e o SENHOR a abençoou sobremaneira pelo ato de bondade e ternura demonstrado.
Rute colhia cevada para garantir o sustento de ambas, nos campos de Boaz um próspero parente da sogra, que reconheceu nela uma mulher de valor e assegurou que seus servos deixassem espigas extras para ela. Apesar do grande esforço e do trabalho pesado do campo, Rute era grata pelo que possuía, não se deixava desanimar, nem se abater pelas lutas e dificuldades que enfrentavam.
Boaz por sua vez, também demonstrou grandeza de caráter, generosidade em seus pequenos atos de bondade; atitudes estas que lhe renderam grande recompensa.
Muitas vezes imaginamos que os atos importantes que praticamos são apenas e somente aqueles pelos quais recebemos algum reconhecimento público. Pensamos que para realizar algo significativo, somente escrevendo um livro, ou compor uma música de sucesso, ou criar uma obra de arte, pintar um quadro e obter reconhecimento... Há um senso comum de que o valor e o significado de sucesso na vida dependem de algum reconhecimento público.
Mas este não é o caso. Feitos realmente significativos e gratificantes são muitas vezes realizados silenciosamente, discretamente, sem alardes, e quase sempre sem qualquer reconhecimento. A grande maioria dos atos memoráveis, significativos e importantes que realizamos na vida estão bem longe de serem dramáticos, esplendidos ou grandiosos.
Felizmente, para nossa alegria, no dia do SENHOR, Deus recompensará muitos, que dificilmente se lembrarão dos atos importantes praticados, pelos quais serão honrados.
Ter uma palavra de conforto e de apoio a alguém que anda triste, desesperançado e desanimado; visitarmos alguém inválido e solitário; sabermos ouvir e sermos pacientes com nosso próximo; estendermos a mão aos necessitados que nos rodeiam; ligar a alguém que sofre para demonstrar que se importa com ela; oferecer um copo de água fresca em Nome de Jesus, são atitudes que praticamos e geralmente nos esquecemos, mas certamente o SENHOR jamais Se esquece.

"E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que não perderá a sua recompensa" (Mateus 10.42).

Palavra para o seu coração

O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não se desanime!

                                   Deuteronômio 31.8


Mas eles insistiram muito com ele: "Fique conosco, pois a noite já vem; o dia já está quase findando". Então, ele entrou para ficar com eles.


                                   Lucas 24.29

terça-feira, 19 de julho de 2016

Onde está o seu tesouro?!


Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?

                                Marcos 8.36

Se há alguém que poderia possuir todos os bens do mundo, usufruí-los e exibi-los, este seria o SENHOR Jesus, Seu real possuidor.
"Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem"; (Salmos 24.1).
Ele poderia com muita propriedade ter possuído, exibido e ostentado toda a opulência das riquezas de minérios, de conforto, de facilidades, conhecimento e sabedoria em todos os níveis, mas ao contrário disto, não valorizou nem Se ateve a isto, pois sabia que as riquezas não são capazes de salvar sequer uma alma. 
Mesmo porque o único caminho que conduz à vida eterna é a redenção obtida através do sangue Dele, Jesus Cristo, o Filho unigênito do Deus vivo.
"Tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: Bebam dele todos vocês. Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados" (Mateus 26.27,28).                                                    
Sem o derramamento do Seu sangue, estaríamos perdidos, condenados para sempre, não haveria a remissão dos nossos pecados, fomos justificados diante de Deus através desse ato.
Então, não importa quanto dinheiro, posses, bens, riquezas, poderes, posição social, consigamos angariar nesse mundo; precisamos chegar ao lugar onde venhamos nos render e entregar nosso coração ao SENHOR, confessando e reconhecendo Sua soberania e atribuindo-Lhe o lugar de único e suficiente Salvador das nossas vidas. Não importa se somos bons vizinhos, bons cidadãos, cumpridores dos nossos deveres, bons pagadores, bons patrões, exímios esposos e pais e chefes de família exemplar; não importa o que já sofremos ou as facilidades e vantagens que já tivemos, não importa os sonhos que já realizamos nem e os que ainda estamos por sonhar: se não tivermos Cristo como nosso Salvador, então nada mais importa, exatamente e literalmente “tudo” é vão e perda de tempo.
“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”? (Marcos 8.36).
E não adianta apenas e tão somente proferirmos isto em palavras, de maneira superficial, Ele sonda os corações.
"Todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e retribuirei a cada um de vocês de acordo com as suas obras" (Apocalipse 2.23).
Jesus não entregou Sua vida num calvário para o nosso conforto e facilidades. Temos que nos conscientizar de que não há coroa sem cruz, faz parte do pacote. Não existe bênçãos sem fardo, não há conquista sem conflito, não há vitória sem luta. A Palavra nos orienta a combater o bom combate da fé. Então, precisamos começar a deixar de lado as coisas de crianças e nos amadurecer na fé, tomarmos uma posição diante do SENHOR. Mesmo porque, há fardos para serem carregados, há batalhas para serem travadas, gigantes para serem derrubados, vitórias a serem conquistadas, territórios para serem dominados, onde a bandeira do SENHOR precisa ser hasteada e tremular pelos ares.
Precisamos colocar nossas mãos no arado sem olhar para trás. Então deixemos de lado as lamentações infundadas e infantis, sobre o conforto e facilidades que não temos. Estamos em guerra contra Satanás e seu exército, não há tempo para picuinhas.
Será que Deus encontrará em nós, homens de valor, quando sondar o nosso coração? Será que nosso amado Mestre pode contar conosco, ou somos daqueles que vacilam e tremem na base na hora da prova? Será que já alcançamos e cumprimos tudo o que nosso Criador planejou sermos e realizarmos aqui? Se estamos vivos é prova de que ainda temos trabalho pela frente, nosso descanso não é aqui, avante irmãos!

"Uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 3.13,14).

Palavra para o seu coração

Louvado seja Deus, que não rejeitou a minha oração nem afastou de mim o seu amor!

                                    Salmos 66.20


Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa.


                                    João 16.24

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Deus sonda o coração

O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração.

                                   1 Samuel 16.7

Conforme a instrução recebida, Samuel segue o caminho para Belém, suas entranhas remexem, calafrio na espinha e os pensamentos correm. É arriscado ungir um rei quando Israel já possui alguém no trono. Contudo, é mais perigoso desacatar e desobedecer a Deus e viver sem um líder na circunstancia que viviam.
Samuel entra na vila, arrastando um novilho. Sua chegada atrai a atenção dos habitantes, raramente os profetas visitam Belém. Viera ele para castigar alguém ou estaria se ocultando e fugindo de algo? Nem uma coisa nem outra — assegura o profeta de ombros caídos, absorto em suas próprias conjecturas. Alega sabiamente, que viera apenas para sacrificar o animal para Deus, e convida os anciãos juntamente com Jessé e seus filhos a se juntarem a ele.
A cena lembra um desfile de passarela. Jessé exibe seus filhos um de cada vez, como cães de raça em coleiras. Samuel examina-os de vários ângulos, observa-os detalhadamente e por mais de uma vez, está pronto para dar-lhes a nota máxima; mas, em cada uma delas, Deus o impede.
Eliabe, o mais velho, parece a mais lógica e acertada escolha. Imagine-o como o Galã da vila: cabelos ondulados, maxilar proeminente, olhar penetrante, esbelto e forte, esbanjando saúde. Ele usa uma calça jeans apertada, tênis de marca e tem um sorriso perfeito. Este é o cara, sem dúvida alguma estou diante do rei, pensa Samuel.
"Errado", diz Deus.
Abinadabe entra como o segundo irmão e forte concorrente. Acharíamos que ele era o próprio modelo da capa de uma famosa revista masculina. Terno impecável de corte italiano, sapatos de couro de crocodilo. Cabelo negro bem cortado e fixado para trás com gel, barba delineada e aparada emoldurando o rosto. Pensem num rei estiloso! Abinadabe preencheria com sobra esse perfil, mas...
O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração (1 Samuel 16.7).
Deus não Se deixa influenciar com estilo, então Samuel pede para que entre o terceiro irmão, Samá. Ele é estudioso, intelectual, versátil, prático e aplicado, esbanja carisma, mas tem massa cinzenta sobrando. Usa uns óculos que lhe dá um ar de superioridade e o torna marcante e sóbrio; é formado pela Universidade Federal e está de olho em um programa de pós-graduação no Egito, pretende se doutorar em ciências. Jessé sussurra para Samuel: "Esse é meu orgulho, nunca reprovou na escola, líder da sua turma, presidente do diretório acadêmico e orador oficial da Faculdade de Belém".
Samuel fica tremendamente impressionado, mas Deus não. Deus novamente alerta o sacerdote: "O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração" (1 Samuel 16.7).
Sete filhos passaram, os sete fracassaram. O desfile para. Samuel os conta mentalmente e indaga: — Jessé, você não tem oito filhos?
Uma pergunta semelhante fez a madrasta de Cinderela contorcer-se. Jessé provavelmente fez o mesmo ao ver detectada sua flagrante injustiça paterna: "Ainda tenho o caçula, mas ele está cuidando das ovelhas" (16.11).
O termo hebraico para "caçula" é haqqaton e indica mais do que idade inferior; sugere posição. O haqqaton era mais do que o irmão caçula; era o irmãozinho — o tampinha, o bebezinho.
Coube a ele então, cuidar das ovelhas da família. Coloque o menino onde ele não venha causar problemas, nem prejuízos, nem confusão, deixe-o lá no campo a céu aberto é mais seguro.
E é exatamente ali que encontramos Davi, no pasto com o rebanho. Mas as Escrituras dedicam 66 capítulos à sua história, deixando-o, em número de referências, atrás somente de Jesus. O Novo Testamento menciona seu nome 59 vezes. Ele estabelecerá e habitará a cidade mais famosa do mundo, Jerusalém. O Filho de Deus será chamado o Filho de Davi. Os maiores e mais profundos salmos fluirão de sua pena. Iremos chamá-lo de rei, guerreiro, menestrel e exterminador de gigantes.
Mas, naquele importante momento, ele nem mesmo está incluído na reunião familiar; é simplesmente uma criança esquecida, desclassificada e descredenciada, realizando uma tarefa doméstica em uma cidade que não passa de um ponto no mapa.
O que levou Deus a escolhê-lo? Precisamos saber.
Afinal, andamos pelo mesmo pasto que andou Davi, sim, o pasto da exclusão.
Estamos cansados do sistema superficial da sociedade, de sermos classificados de acordo com a aparência exterior, os centímetros de nossa cintura, os metros quadrados de nossa casa, a cor de nossa pele, o modelo de nosso carro, a marca de nossas roupas, o tamanho de nosso escritório, os diplomas conquistados, o modelo do celular, a ausência de rugas e espinhas. Não estamos nós já cansados dessa ótica de valores mundanos?
O trabalho duro é ignorado, a devoção não compensa é desperdício de tempo. O diretor prefere a segmentação ao caráter. O professor escolhe alunos mimados em vez de alunos preparados. No esporte não se destacam os melhores e sim os apadrinhados. Os pais exibem seus filhos preferidos e deixam os nanicos lá fora no campo.
Estamos realmente cansados dessa mesmice, dessa injustiça barata. Então é hora de pararmos de valorizar o que eles pensam e valorizam. Pois o que importa verdadeiramente é o que o nosso Criador pensa:
"O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração" (16.7).

E isto é o que conta!